Pesquisa de brötzmann



AMPLIFEST 2014: PETER BRÖTZMANN & STEVE NOBLE

Artwork by André Coelho

Exercendo uma influência contínua no free jazz durante uma carreira que abrange o último meio século, Peter Brötzmann tem no seu nome quase um sinónimo deste género musical – mais de uma centena de gravações no currículo (entre as quais o seminal Machine Gun), incontáveis digressões por todo o planeta […]

The years they passed and so did we: Peter Brötzmann

A 14 de Outubro de 2012, duas semanas antes desse sonho chamado GY!BE, realizei mais um: ter o mestre Peter Brötzmann num evento Amplificasom. Adoro free-jazz, desde o som a tudo o que representa, e o Brötz sempre foi A referência. Como dizíamos na apresentação deste concerto, a música está cheia de monstros e colossos, criados ao sabor daquilo que vai sendo vendido, quer nas prateleiras das lojas, quer nas folhas prensadas. Mas aqueles cuja soberba ultrapassa o efémero, estão votados a ficar e ele é definitivamente O maior.

Quem tem medo de Peter Brötzmann?

Alguns minutos de atraso, mais precisamente 21h17 de sexta-feira, Peter Brötzmann adentrou o palco seguido por Steve Noble e John Edwards. Era o primeiro concerto de três programados para o trio na cidade. Noble tinha estado no mesmo Sesc Belenzinho há apenas cerca de um mês, acompanhando Alex Ward. Edwards veio a São Paulo um ano atrás, com o Stellari String Quartet, […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?

Não são poucos os músicos de relevo que tiveram filhos desenhando também sua trajetória no mundo artístico-sonoro, com resultados por vezes tão (ou menos, claro) interessantes que seus genitores. Apenas pensando em uma seara próxima, não faltam exemplos: Ornette e Denardo Coleman; Dewey e Joshua Redman; Karlheinz e Markus Stockhausen; Thelonious e T.S. Monk; Von e Chico Freeman; Don e […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann? O resumo

Peter Gannushkin

Ainda faltam dois posts para o fim da segunda passagem de Fabricio Oliveira pelo blog. Sábado, véspera do concerto de Full Blast, passem por cá. De qualquer maneira, em jeito de resumo, decidimos colocar num só post esta ode ao mestre alemão.

Quem tem medo de Peter Brötzmann? Introdução, Nam June Paike, artes plásticas, […]

Brötzmann é capa da Wire!

Há um ano atrás, tal e qual um fanboy, escrevi ao editor da bíblia Wire partilhando o meu desconsolo por tal lenda viva nunca ter sido capa da revista. Expliquei eu que o mestre Brötz fazia 70 anos e seria perfeito tal celebração. O editor cujo nome não me recordo (ainda ontem procurei por todo o lado, não encontro o e-mail) […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?


Peter Brötzmann Octet (68); Clarinet Project (84); Last Exit (86-90); Die Like a Dog (93-99); Chicago Tentet (97); Sonore (2003); Full Blast (2006); Hairy Bones (2008); The Damage Is Done (2008): projetos vários marcam as mais de quatro décadas em que Peter Brötzmann se mantém em atividade constante. Isso sem falar nas dezenas de discos gravados sem que o grupo carregasse um nome qualquer. A multiplicidade de enfoques, resultados e buscas faz da obra de Brötzmann um dos mais representativos e excitantes painéis […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?


O Die Like a Dog foi não apenas um dos pontos nevrálgicos da free music na década de 1990, mas também um marco crucial no percurso de Peter Brötzmann. O quarteto, que reunia os geniais William Parker (baixo), Hamid Drake (bateria) e Toshinori Kondo (trompete/eletrônicos), deixou como legado quatro álbuns – um quinto título, “From Valley to Valley”, foi editado, mas com Roy Campbell Jr. no lugar de Kondo.

O nome do quarteto é uma homenagem/referência ao saxofonista Albert Ayler (1934-1970), como […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?

Quando se fala em junção feroz do free jazz com o rock mais pesado, a associação primeira e direta que costuma ser feita é com John Zorn. Sim, Zorn é um dos pioneiros e fundamentos dessa seara, com os seus grupos Naked City (89) e PainKiller (91). Mas houve algo nesse território um pouco antes. E dentre seus mentores, estava lá […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?

Peter Gannushkin

Como Peter Brötzmann protagoniza uma trajetória ininterrupta de mais de quatro décadas e meia de criação musical, com inúmeros projetos e muitas dezenas de álbuns editados, não soa forçado montar um Top 10 enfocando sua obra. É claro que tal listagem é apenas uma impressão de seu autor (no caso, eu mesmo) sobre […]

Quem tem medo de Peter Brötzmann?

CIA de foto

Peter Brötzmann faz parte daqueles artistas embebidos em aura de radicalidade, que tantos sentimentos extremos, de paixão e repulsa, despertam. Não fosse o fato de a free music permanecer deveras marginal, o nome do saxofonista alemão rodaria por aí de boca em boca, como símbolo de certa fineza underground, ao lado de figuras como Beckett, […]

De Schoenberg a Peter Brötzmann

Arnold Schoenberg, auto-retrato

Se [a minha música] é arte, não é para todos, e se é para todos, não é arte.

 

Não gosto muito de Schoenberg. Não costumo ouvir recitativos nem canto lírico, as composições dele para piano parecem-me, na sua maioria, aborrecidas, e muitas das suas afirmações são de uma arrogância insuportável. Mas falar da arte do século XX e ignorar Schoenberg é a mesma coisa que escrever uma […]

Peter Brötzmann Quartet – improvisation (1974/10/17)

October 17, 1974
Palace Of Culture And Science, Congress Hall – Jazz Jamboree
Warsaw, Poland

Peter Brötzmann – tenor saxophone, clarinet, mouthpiece
Alexander von Schlippenbach – piano, prepared piano
Peter Kowald – contrabass
Paul Lovens – drums, percussion

A família Brötzmann

Falarei deles, Peter (o pai saxofonista) e Caspar (o filho guitarrista), em breve. Serve este tópico apenas para dar a conhecer, a quem ainda não conhece, a música extraordinária de ambos. Comecem pelo Machine Gun de ’68 para descobrirem a música do Brötzmann mais velho, e o Home de ’95 para o mais novo. Digam algo, música é isto.

Amplifest will be back in 2018 \m/

Micaela Amaral

Micaela Amaral

English below
 
Amplifesters,
 
Antes de mais, para que fique claro: o AMPLIFEST não morreu! Como vos digo então que este ano não terá lugar o nosso fim-de-semana preferido? Abrindo-vos o coração, como sempre o fizemos em tudo o que nos envolvemos desde que a Amplificasom começou em […]

Amplificasom: 10 anos!

10 anosA nossa/ vossa Amplificasom celebra hoje 10 anos. Começou uns meses antes, como sabem, mas o primeiro concerto aconteceu a 10 de Novembro de 2006 e é, desde então, aquela data onde contamos mais um ano em cima. Desde essa noite marcante até ao dia de hoje, é inevitável afirmar que a Amplificasom moldou as nossas vidas. Os amigos que fizemos, os momentos […]

Amplificasom: 9 anos/ 9 years

Photo by Maria Louceiro

Photo by Maria Louceiro

English below

A Storm of Light | Acid Mothers Temple | Alhousseini Anivolla | Altar of Plagues | Aluk Todolo | Amenra | Anathema | And So I Watch You From Afar | Arthur Doyle | Atillla | Azevedo Silva | Bardo Pond | Barn Owl | Before […]

Amplitude 26.02

coverKing Woman – Doubt EP [Flenser Records 2015]
Quantos elementos de shoegaze podemos adicionar a um disco de metal até que ele deixe de ser considerado como tal? Isto não é metal, é rico em riffs e camadas shoegazianas sonhadoras – foi-nos exageradamente solicitado que ouvissemos este disco a pensar em Mazzy Star com Black Sabbath. Mas […]

Amplifest 2014: What the press said so far

Jorge Silva

Jorge Silva

Already on its fourth edition, the growth of the Porto-based Amplifest is noticeable just by glancing at this year’s unbelievable line-up. From established veterans of every side of the experimental and alternative spectrum like Swans or Peter Brötzmann to young upstarts like Vvovnds, Hexis or Pallbearer, with detours through unexpected territories like the lovely […]

Inside Amplifest 2014: Vvovnds

Flying over from their homeland Belgium for an exclusive show, VVOVNDS will unleash their whirlpool of sonic hatred, fast guitars and unconstrained violence all over Amplifest. Their first demo alone was impressive enough to grant them a slot at Holland’s Incubate Festival, but now that Hypertension Records paired VVOVNDS with their fellow countrymen Amenra – who played Amplifest in 2012 – for […]

Inside Amplifest: Black Shape of Nexus

The punishing mix of drone, sludge and doom conjured up by Black Shape of Nexus is something worth of being scared of. Each riff is soaked in agony, each word is painfully spat in despair, each drum hit feels like a rusty nail driving through your soul, and everything is drenched in a suffocating haze of feedback and nihilism. The German six-piece […]

Amplifest 2014: o André esteve à conversa com a Lusa

Artwork by André Coelho

O que podemos esperar do Amplifest este ano?
Desde o início, em 2011, o Amplifest tem sido uma aventura ímpar. Durante três edições, tivemos a alegria de partilhar muitos momentos inesquecíveis: um dos primeiros concertos de Godflesh desde a reunião da banda; o há muito esperado re​gresso​ a Portugal dos Godspeed […]

Ken Vandermark & Paal Nilssen-Love

Micaela Amaral

KEN VANDERMARK & PAAL NILSSEN-LOVE
15/03/2014, SÁBADO
SONOSCOPIA, PORTO (Rua da Prelada, 33 – ao largo do Carvalhido)
JANTAR VEGETARIANO 19H30
CONCERTO 21H00

ESGOTADO

Bilhetes 10€ (jantar + concerto) à venda na AMPLISTORE ou reservem para amplificasom@gmail.com.

The years they passed and so did we: Scott Kelly

Maria Louceiro @ Passos Manuel, 2011

Faz sentido, especialmente a dias do seu regresso, que use esta rubrica e este espaço para recordar a noite de Março de 2011. Antes de mais, três anos passaram e é bom saber que o Scott está de regresso ao nosso cantinho.

A Amplificasom sempre sonhou com Neurosis, […]

Amplifest 2013: o cartaz vai-se compondo

Conceito e ilustração por André Coelho

Para quem não recebe a newsletter

Olá a todos,

O AMPLIFEST 2013 vai-se compondo. Da estreia em palcos portugueses do novo projecto da lenda viva Kim Gordon Body/Head, da icónica e quebra-corações Chelsea Wolfe, dos mestres psicadélicos Uncle Acid & The Deadbeats (convidados pelos Black Sabbath a acompanhá-los […]

Haino-san

De todos os músicos japoneses que conheço, Keiji Haino é o mais extraordinário. Trata-se de uma figura tão vital e fundamental naquilo que representa que a verdade é que pouco interessa a sua nacionalidade. Criou e faz parte de um universo muito próprio onde só ele o habita.

Apesar de bastante activo desde os setentas, o seu primeiro disco é editado […]

Taking the long way home… through Tilburg.

Fui deixando o Roadburn para os últimos cartuchos da minha participação não só naquela de deixar o melhor para o fim, mas essencialmente porque não faço ideia de como pegar num festival que já é muito mais que um festival. É impossível resumir num post engraçadinho uma ínfima parte do apelo da concentração anual de Tilburg para quem nunca lá esteve, […]

Michigan Basement part 4

November here in Michigan. Leaves have fallen from the trees and you can smell winter around the corner. The winters can be brutal here, with several feet of snow and sub zero temperatures. In the face of what’s to come and the drudgery of every day life I have found myself increasingly nostalgic for Portugal, the friends I have there and the memories. My first entry was indeed about a very special performance by Peter Brotzmann I attended at the Jazz festival in Lisbon. I still can’t believe how many […]

O Soldado da Estrada


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Pf8lTPTA8Ck
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jIdJFHranBk
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=olDfLNmtK2E
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=LuM2iL3WXNM

Depois da estreia em Portugal no Amplifest 2011, temos algumas cópias deste brilhante e emocionante documentário sobre a lenda viva Peter Brötzmann.

Duas horas e meia de entrevistas, performances e a história que envolve o veterano e combativo saxofonista. O filme, produzido e dirigido pelo realizador francês Bernard Josse mas sem esquecer […]

Amplificasom 2006-2012: convidados da semana

Tirando a rubrica conceptual e celebrante – Quem tem medo de Peter Brötzmann? – do nosso amigo brasileiro Fabricio Vieira que tem lugar aos sábados até dia 13 e antecipa assim a vinda do mestre e lenda alemão, decidimos parar com as rubricas dos nossos queridos convidados (I know Joe, if you’re reading this you’re not understanding a word) até ao dia 10 […]

Michigan Basement

In August 2011, I arrived in Portugal for what would be those most amazing three months of my 25 years. It was the first time I had ever travelled outside of the USA. I’d lived in Michigan for my entire life. I spent my first month in Lisbon attending an extremely rigorous teacher training program. Because I couldn’t figure out the bus […]

Convidados de Setembro

Mesmo com o mês a decorrer há 10 dias, os convidados de Setembro que irão continuar a trazer razões mais do que suficientes para visitarem este blog são:
Segundas – Joseph Biggerstaff: Michigan Basement
Terças – Pedro Nunes: Os Heróis e os Métodos
Quartas – Ricardo Amorim: “Hi, this is Ricardo from Loud!”
Quintas – Ricardo Remédio: A música e o futuro
Sextas – José Carlos Santos: Taking the long way home
Sábados – Fabricio Vieira: Quem tem medo de Peter Brötzmann?

As […]

Full Blast

Esgar Acelerado

FULL BLAST (Peter Brötzmann + Marino Pliakas + Michael Wertmüller)
PASSOS MANUEL, PORTO
14 DE OUTUBRO, DOMINGO
PORTAS 21H30
INÍCIO 22H00
10€ C/ BILHETE/ AMPLIVOUCHER AMPLIFEST 2012 (apresentação obrigatória)
12€ NORMAL
Bilhetes à venda na AMPLISTORE, Louie Louie, Jojo’s/ Cdgo.com e Matéria Prima.

Site […]

Partimos de Beethoven e chegámos a Barn Owl

Também os Mono gostam de combinar mundos

 

Podemos concluir, portanto, que terminou a era do compositor, a era autoral, inaugurando-se a Era do Plagicombinador, processando-se uma entropia acelerada. (Tom Zé)

Quando comecei esta rubrica não sabia ao certo que compositores abordar nem como fazer as pontes entre música clássica e popular. No entanto, dois meses […]

De Beethoven a Barn Owl: Estagnar ou inovar?

 

Algumas pessoas acham que a música clássica é a única com valor artístico e que o resto é só entretenimento; outras acham que é um estilo com demasiadas regras e que acaba por soar tudo ao mesmo. Mas hoje em dia a própria distinção é difícil. De que lado fica o jazz? E os experimentalismos dos últimos 50 anos? Partindo do fim do período clássico, vou tentar traçar um percurso da música “clássica” do século XX, agora que se assinala o centenário de […]

Os Heróis e o Método: Dreamcolour – Ou como os óculos 3D caíram na sopa de cogumelos

Foi através da cassete Inner Worship C60 (Stunned Records) que me senti atraído pelos rituais experimentais presentes na música dos Dreamcolour. Aqui formula-se o indefinido que é muitas vezes o caminho seguido pela música experimental. Através de vários efeitos (maquinaria de diferentes proveniências) vão-se esticando e repetindo todo o tipo de sons, ao mesmo tempo que se abre espaço ao saxofone que na sua irreverência livre faz irisar batidas inconstantes. Poderia entrar aqui o espírito disforme de Albert Ayler ou de Sonny […]

AMPLIFEST’11

O Amplifest

Incutindo a filosofia da Amplificasom, acreditamos que a primeira edição do Amplifest é uma celebração aos cinco anos de uma programação ambiciosa, eclética e ousada. O evento, dedicado e pensado para todos os melómanos, decorrerá nos dias 29 e 30 de Outubro, sábado e domingo respectivamente, em todo o espaço do excelente Hard Club com os concertos e filmes […]

AMPLIFEST’11

O Amplifest

Incutindo a filosofia da Amplificasom, acreditamos que a primeira edição do Amplifest é uma celebração aos cinco anos de uma programação ambiciosa, eclética e ousada. O evento, dedicado e pensado para todos os melómanos, decorrerá nos dias 29 e 30 de Outubro, sábado e domingo respectivamente, em todo o espaço do excelente Hard Club com os concertos e filmes em rotatividade entre a Sala […]

Fire! – Jazz em Agosto

Antes de seguir para mais uma noite do Jazz em Agosto, desta vez no Anfiteatro ao Ar Livre com os Hairy Bones de Peter Brötzmann, deixo aqui algumas fotografias da noite de ontem.
Estou muito, muito, muito longe de saber do que estou a falar – apenas conhecia Mats Gustafsson das colaborações com Sonic Youth e só peguei em Fire! na semana passada (obrigada, André!) -, portanto não me vou alongar, mas se à primeira audição fiquei muito bem impressionada com a mistura de free jazz/rock/psicadélico (?), em concerto […]

Fresnes (também) é amor

Se Roma é o amor, Fresnes é uma orgia. Ao line-up de Roma – Brötz, Pupillo e Love – há que adicionar Toshinori Kondo no trompete eléctrico, eis os Hairy Bones. Caralhos voadores me coisem se este não é um dos melhores discos que o carimbo “free-jazz” estampou nos últimos anos. Só os primeiros quinze minutos são autênticos acordes do armagedão. É música para ser tocada bem alto, para se […]

2010: as nossas escolhas

Voltei a tentar, mas a certo ponto deixei de ter prazer. E a música é isso, certo? Os tops de revistas, zines ou mesmo o dos leitores do blog que decidiram participar, quando os mesmos têm várias pessoas/ votações envolvidas, parecem-me fazer sentido. Esses satisfazem-me e levam-me à descoberta de mais rodelas. Nas individuais já não encontro grande objectivo. Eu pelo menos não consigo atribuir um valor aos discos, não me apetece procurar razões que diferenciem o meu vigésimo sexto […]

Caspar, o filho

Caspar Brötzmann e o seu trio Massaker foram recentemente confirmados para o dia curado pelos Sunn O))) no Roadburn. Não tendo dúvidas que isto se deveu à insistência e persuação de Stephen O’Malley, uma das grandes inspirações para ele, o mérito é grande, mesmo mesmo grande. Ao contrário do pai, Caspar andava desaparecido do mundo musical: não grava discos há mais de dez anos (sendo que o último como Massaker foi […]

Roma é amor

É o que dizem, mas neste caso a cidade só interessa por ter sido palco de um concerto absurdamente perfeito. 22 de Dezembro de 2008 é a data, Casa Del Jazz o local. Peter Brötzmann no Tenor e a caminhar para os 70 anos numa forma incrível; Massimo Pupillo, mais conhecido pelos seus riffs nos Zu e talvez inspirado pelos ares da sua terra, no seu melhor trabalho de sempre; e […]

Lean Exit

Não consigo deixar de associar ambos os discos. A parecença (propositada, diria) do artwork, o facto de ambos serem quartetos cujos nomes têm duas palavras… Mas é apenas uma associação estética. Com o devido respeito, o Vandermark não é o Brötzmann, os anarcopunks guitarristas dos The Ex não chegam perto do Sharrock e o Love talvez um dia saiba tanto como o Ronald Jackson. Talvez. De qualquer maneira, e aproveitando […]

Rapidinhas

Antony-Fennesz – Returnal 7” [Mego 2010]
Segunda tentativa para ver se os Oneohtrix-novas-estrelas-da-Mego-Point-Never batem. Não está fácil, o álbum deles tem-me parecido desinteressante, mas a ajuda de Antony e Fennesz, ao darem voz e maquinaria nos seus respectivos temas, está a revelar-se convincente.
Boris & Ian Astbury – BXI EP [Southern […]

Era uma vez um americano, um sueco e um alemão


Ken Vandermark, Mats Gustafsson e Peter Brötzmann. Roda por aqui o terceiro álbum deste trio de sopros, Call Before You Dig. É duplo, foi gravado ao vivo e em estúdio, tem 22 temas improvisados e está cheio de energia expressiva e poder melódico. Que grande Sonore!!!

Próximo AMPLIFICASOM: Shellac + Burma

O Eugene, um dos gajos mais fixes de sempre, foi hoje embora depois de três dias bem passados no Porto. Ontem depois do furação Brötzmann houve copos de despedida e ficou a promessa que os Oxbow virão cá em breve.

Terça-feira há SHELLAC e MISSION OF BURMA, não é preciso dizer mais nada.
O site de serralves informa-nos que estão disponíveis 0 bilhetes para o concerto de terça-feira, […]

A verdadeira selecção joga hoje!!!

Peter Brötzmann Chicago Tentet
Casa da Música, 22h
Peter Brötzmann saxofone, clarinete
Johannes Bauer trombone
Jeb Bishop trombone
Mats Gustafsson saxofones
Per-Âke Holmlander tuba
Kent Kessler contrabaixo
Fred Lonberg-Holm violoncelo
Joe McPhee trompete
Paal Nilssen-Love bateria
Ken Vandermark saxofone, clarinete
Michael Zerang bateria

“Dentre os ensembles criados pelo músico alemão Peter Brötzmann, Chicago Tentet é o mais reconhecido. Formado em 1997, reúne improvisadores […]

Jazz+Rock ou Rock+Jazz?

Os encontros do jazz com o rock são antigos. Na virada dos 60/70, houve a eclosão do ‘electric jazz’, chamado também genericamente de ‘fusion’: o que os músicos buscavam era encontrar no rock elementos de revitalização para o velho jazz. Os grupos de Miles Davis, especialmente a partir do clássico ‘Bitches Brew’ (69), representaram um importante capítulo nessa mistura sonora. Para os jazzistas mais puristas, essa heresia nunca foi perdoada…

Todavia, para os adeptos do free jazz e dos estilos ‘rockers’ mais radicais, o oferecido pelas bandas fusion nunca […]

Os eleitos de Thurston Moore

Como da última vez me pareceu frutífera a discussão em torno de Thurston Moore como free improviser, posto agora uma lista criada pelo guitarrista há alguns anos. Para boa parte desse material posso apontar links, basta me solicitarem (e o Andre dizer se é permitido adicionar links nos comentários ou se o melhor é fazer isso via e-mail…)

Thurston Moore apresentou à revista Grand Royal, editada pelo pessoal do Beastie Boys, uma lista com o seu Top 10 do Free Jazz Underground (que, na realidade, se estendeu por 14 discos). […]

Free Jazz. Top 10. Anos 2000.

Não gosto de listas e seleções de ‘tops’. Minha intenção ao fazer esse ‘Top 10’ foi a de mostrar que o free jazz e a free improvisation seguem como formas vivas de criação musical radical. Quando falo sobre free jazz, muita gente demonstra encarar esse gênero como algo datado, que teve seu momento/papel histórico e que depois desapareceu (ou ficou apenas revolvendo-se sobre cinzas passadas). Muito dessa visão deve-se, sem dúvida, a Winton Marsalis e aos críticos que o compraram como a grande última revelação do jazz. Não que o […]

Rapidinhas

Eleh & Nana April Jun – Observations & Momentum [Touch 2009]
Não há muita info sobre estes tipos. Sabe-se que o Eleh é um alter-ego de alguém (lembram-se do Burial?) e que Nana April é o pseudónimo do sueco Christofer Lämgren. Investigarei mais em breve, isto porque ambos os lados deste LP são tão bons que seria um crime não continuar a acompanhar o som de ambos. Slow Fade for […]

Free jazz em vinil


Descobri ontem que o próximo álbum do saxofonista alemão Peter Brotzmann será lançado apenas em disco de vinil, nada de CD. Para quem vive distante do polo EUA-Europa-Japão, essa não é uma informação muito animadora: importar um LP não é tão prático (e, às vezes, barato) quanto receber do exterior um CD ou um livro. Se a (gradual) retomada do mercado de vinil é uma feliz notícia para quem gosta do formato, por outro lado […]

O taxi de Joe McPhee

O Taxi Driver é perfeito, até aquele tema de sax que nos acompanha na viagem de Travis Bickle, mas Scorcese cometeu um dos maiores erros da história ao não deixar a banda sonora ao cuidado de Joe McPhee, especialmente se utilizasse o tema Song for Laureen. O filme é de ’76, o álbum Black Magic Man é de ’70, sempre que o ouço penso nisto e não sei explicar porquê…

[…]

O regresso do poeta

Insisto no video que o Nunes partilhou daquele que é um dos regressos mais especiais (talvez o mais marcante) de 2010. Gil Scott-Heron vai passar por Portugal e o concerto não será televisionado. Lisboa está confirmada a 17 de Maio e eu continuo a aguardar pela data portuense*.

*(a 18 por favor pois a 19 temos concerto Amplificasom e a 20 há Brötzmann)

Cafe Oto

Seis vezes. Já não chegam os dedos duma mão para contar as minhas idas a Londres e no entanto nunca fui ao Cafe Oto. Não é que este espaço seja muito antigo, por acaso até abriu em 2008, mas a sua programação já me levou a colocar na “priority list” numa próxima ida À cidade. Ele é residências do Brötzmann ou Otomo Yoshihide, concertos quase diários de Evan Parker a […]

Mamilos

Peter Brötzmann – Nipples [Calig 1969]

Porque estamos exactamente a quatro meses de um dos concertos que mais aguardo, está a rodar um dos álbuns mais explosivos do Brötzmann e que é injustamente esquecido, o Nipples. Não é mentira que também eu sugiro a quem se quer aventurar no mundo brötzmanniano para começar pelo lendário Machine Gun, mas ignorar o Nipples (entre outros) é que não. Com dois […]

Top 2009

A esta altura já estamos todos fartos de tabelas de discos. Eu incluí os meus vinte preferidos no top que está mais abaixo e partilho convosco algumas coisas boas de 2009:

Momentos Amplificasom
Earth foi transcendental; o abraço de Dylan Carlson; as projecções de Josh Graham; marquei demasiadas tours, mas com ou mais ou menos stress tudo correu bem; o primeiro Amplificasom Special no SWR dos grandes Veiga; o chat com o Rob dos Grey Daturas sobre as diferenças culturais e políticas entre Portugal e Austrália; o concerto de […]

10 x 10 = 2010

10 discos para 2010:
Earth
CAVEIRA
Mothlite
Interpol
Mark Lanegan
Einsturzende Neubauten
MGR
A Silver Mt Zion
Oxbow
Isis & Tim Hecker
10 concertos para 2010:
Peter Brötzmann Chicago Tentet
Sunn O)))
Oxbow
Dillinger Escape Plan
Crippled Black Phoenix
Greymachine
Iancu Dumitrescu
Fever Ray
Mulatu Astatke
Tom Waits

Kaoru Abe

Chegou o meu primeiro disco desta lenda japonesa. É um momento especial, não só porque desde que conheço a sua música que me apaixonei mas também porque os discos são tão caros e raros que ter um já dá um toque especial à colecção que mora lá em casa.

Kaoru Abe nasceu em Maio de 1949 e foi um músico extraordinário. Um dos melhores. O free-jazz nasce praticamente a partir […]

O melhor concerto de 2010 já está escolhido

Peter Brötzmann Chicago Tentet @ Casa da Música 20-05-2010

Peter Brötzmann — tenor sax/clarinet/tarogato
Mars Williams — tenor/alto/soprano sax/clarinet
Ken Vandermark — tenor sax/clarinet/bass clarinet
Mats Gustafsson — baritone sax/fluteophone
Joe McPhee — pocket cornet/valve trombone/soprano sax
Jeb Bishop — trombone
Fred Lonberg-Holm — cello
Kent Kessler — bass

[…]

Evan Parker Quartet @ Casa da Música 12-09-2009

No sábado passado desloquei-me até à CdM para um concerto cuja expectativa era alta, ia ver o mestre Evan Parker pela primeira vez. A primeira parte era praticamente desconhecida para mim: Louis Sclavis Trio. Gostei, não sou grande consumidor de piano no que toca a free-jazz e o clarinete não é o meu instrumento preferido, mas de qualquer maneira a minha mente já estava no concerto seguinte. Considerei-o como um […]

Rapidinhas

Alabaster Suns – Alabaster Suns [Iron Pig 2009]
Voltem Capricorns! Não, não quero com isto rebaixar esta estreia que renasce das cinzas da banda londrina mais fixe de sempre, mas mesmo sabendo que se sente aquilo que o trio pretendia obter com o debut, também posso afirmar que o mesmo é algo maçador. Não o deixem de ouvir e de formarem a vossa opinião, mas oferece pouco para a expectativa […]

Sonore: hoje não ouço outra coisa

Ken Vandermark – tenor/baritone sax, b-flat clarinet

Mats Gustafson – tenor/baritone sax
Peter Brötzmann – alto/tenor sax, a-clarinet/tarogato

Lendas ao vivo

Hoje há Joe McPhee (esquerda) a solo na Culturgest do Porto, sexta há Peter Brotzmann (direita) Quartet com o mesmo McPhee no Jazz ao Centro em Coimbra. Imperdíveis, ambos os concertos são imperdíveis!

Lista "escreve tu algo são 4 da manhã" by João Santos

O nosso amigo João do http://stabbedintheface.blogspot.com/ aventurou-se a fazer uma lista dos melhores do ano num formato original. Aqui vai:

3 x Nature Friendly Blackmetal:
Njiqahdda – nji. njiijn. njiiijn (Pagan Flames)
Velnias – Sovereign Nocturnal (God Is Myth)
Pagan Hellfire – Solidarity (Tour de Garde)

3 X valerio cosi:
valerio cosi – collected works 08 (porter)
valerio cosi – heavy electronic pacific rock (digitalis)
fabio orsi & valerio cosi – we could for hours (a silent place)

3 x Blackmetal de Paises Longínquos:
Zuriaake (Chi) – Afterimage Of […]

Below The Radar:Outsider Music From The UK

Below The Radar:Outsider Music From The UK
Sexta 1 Dezembro 2006
Casa da Música.

Dia 1 – Alexander Tucker + Blood Stereo + Volcano The Bear

Esta iniciativa co-organizada pela revista Wire serve para promover a revista mas também para levar consigo alguns nomes da dita cultura underground inglesa, seis nomes que carregam o mesmo espírito transgressor da publicação e deixam ainda um travo provocador de onde poderão habitar os limites do que é musica, arte musical, ruído ou outra coisa qualquer. Eu chamo-lhe experiencias pela forma como nos […]