A quarta Detritos

Conheci a Detritos graças à saudosa Esquilo, era sócio e recebi o primeiro e segundo números duma das revistas mais interessantes que já tive o prazer de ler. Quando a folheei pela primeira vez vi que estava perante algo diferente e entusiasmante, pelo menos para mim. Nunca antes havia passado os olhos numa revista cheia de ensaios experimentalistas, conceptual, uma revista sem qualquer tipo de lixo onde mesmo os conteúdos aparentemente desinteressantes acabavam sempre por me deixar satisfeito.

Apresenta-se como “o seu nome – Detritos – é uma homenagem ao potencial criativo do resto e do desperdício, na tradição processual e afectiva de Kurt Schwitters e valorização de uma prática de economia e exaustão de meios em que a máxima expressão é extraída do material mínimo. O símbolo da catapulta pretende reflectir a tentativa talvez absurda, mas potencialmente explosiva de criar esse território ritualista recuperador e re-propulsor de processos residuais interrompidos. Segundo a ideia de que a criação é sempre dupla na sua medida de resgate e produção, a Detritos roda à volta de uma capacidade ecológica de reaproveitar, de fazer com e de pôr em movimento.”

Entretanto, perdi-lhe o rasto não sabendo o porquê de até hoje não ter encontrado o terceiro número e hoje é o dia do lançamento do quarto, edição toda ela dedicada ao conceito Terror / Terrorismo. A apresentação será no Passos Manuel e será servida com concertos, djs e até uma exposição. A entrada não se paga, já a revista vale bem os oito parágrafos. Só peço, se possível, mais regularidade.
Espreitem a programação desta noite aqui: http://www.revistadetritos.com/

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