Álbuns para ouvir de fato e gravata

Há um certo charme indesmentível nestas três bandas e, sem querer parecer contraditório, os novos discos não são os melhores que alguma vez escreveram.

Os nova-iorquinos Interpol conquistaram-nos com o primeiro trabalho. Desde aí que continuamos a sonhar com um álbum ao qual possamos fazer play a temas tão bons, que nos transmita as mesmas sensações. Não foi desta… novamente. O homónimo cumpre tal e qual os anteriores pós TOTBL: tem os seus bons momentos, mas na generalidade é aborrecido e acredito que parte da culpa vai da falta de flexibilidade/ criatividade de Paul Banks (voz).

I, Vigilante é um falso sucessor do clássico The Resurrectionists/ Night Raider dos Crippled Black Phoenix, as seis canções deste disco são anteriores a esse belo duplo. E que bem que soube descobrir isto. Não porque seja mau, mas porque mesmo considerando a produção crua e rural (logo diferente do anterior), é um conjunto de temas abaixo do que os CBP já nos habituaram. Ideal para manter a aura até ao próximo de originais a sair este ano e fica a pergunta: onde andou Joe Volk durante todo este tempo?

Depois de um estranho EP para calar a editora, os Oceansize regressam aos LPs com aquilo que melhor sabem fazer, um álbum cheio de substância e honestidade. Nem todos os temas são memoráveis, a tracklist podia ter sido escolhida de forma diferente,mas Self Preserved While the Bodies Float Up, tirando o facto de estar mais surpreendentemente directo, tem tudo aquilo que define a sua identidade: textura e dissonância. Pela primeira vez ouvi e senti a banda a procurar evoluir noutra direcção sem se repetir. Conseguiram!

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