AMPLIFEST 2014: WOVENHAND

Artwork by André Coelho

Firmar o universal como único, inconfundível e irrepetível é um acto artístico-mor, a expressão humana por excelência cristalizada num floco de neve — neve, algo que não faltou a David Eugene Edwards na sua formação no estado norte-americano do Colorado, conhecido pelas alturas a que se estende e pela cultura ancestral que ainda preserva. Condições especiais que, aliadas à religiosidade xamânica do motor de 16 Horsepower e de Wovenhand, produzem o country e folk americano mais negro de que há memória; mais intenso do que os géneros de música pesados; mais adornado que o folclore europeu; tão sobrenatural quanto uma experiência com a planta sagrada do peyotle. Os Wovenhand são uma banda produzida pela natureza do nosso mundo, cristalizada como filha única de um deus todo-poderoso. Com o novo álbum “Refractory Obdurate”, os Wovenhand capitalizam uma nova fase, de guitarras, onde a melodia dramática da americana se alia ao peso das cordas num tento com o selo de aprovação da Deathwish de Jake Banon (Converge).

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We all listen to music and all of us are driven to catalogue it, to label it. It sure is moving when you just know there’s no way to describe it by comparison. There’s no way one can talk about Wovenhand by comparing them to anything else but other David Eugene Edwards’s efforts. And that’s how the singer-songwriter as been working since he formed the truly influential act 16 Horsepower — like a one of a kind type of creation, resembling none but the unique human nature itself. Wovenhand’s music comes from the heights of Colorado, from the ritualistic out-of-body experiences of Native Americans and from the one of kind relationship with God maintained by David. He founds Him in our eyes, in our voices; he looks for him in Joy Division as much as in Black Sabbath and incarnates his vision of godly matter in the disturbingly beautiful songs of Wovenhand. Their latest record “Refractory Obdurate” has been release via Deathwish Inc., so you know it is twice as good. Can’t wait to have them preach at Amplifest.

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