Amplifest: levados pela esperança dos Godspeed You! Black Emperor

Paulo Pimenta

Há um “HOPE” gigante no vídeo projectado no fundo do palco do Hard Club. À frente dele, desse “Hope” gigante, os Godspeed You! Black Emperor; à frente deles, uma multidão levada pelo vendaval eléctrico que sai do palco, à procura de uma esperança qualquer naquela música pós-apocalíptica de guitarras, cordas e duas baterias. Esperança em tempos de falta dela, eis a proposta dos canadianos, o nome maior do festival Amplifest, que, entre sexta-feira e domingo, levou ao Hard Club e ao Passos Manuel, no Porto, alguma da música mais aventureira dos nossos dias que leva o rótulo de rock. E o rock tanto pode ser o dos White Hills (cósmico, exuberante), o dos Bohren & der Club of Gore (contido, quase inexistente), o dos Six Organs of Admittance (psicadélico, livre) ou o dos Oxbow em duo (descarnado, físico). Tudo isso passou pelo Amplifest, que ofereceu também uma viagem com alaúde na Sé do Porto, cortesia do holandês Josef van Wissem.

in P3 (Público)

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