Amplificasom 2006-2012 por Daniel Ferreira & Alexandra Carvalho

O nosso namoro com a vilanagem amplificasónica começou há coisa de uns 5 anitos com umas miradas no blog.

Em menos de uma cabriola estávamos já trocando mails para que nos atirassem umas rollas p´lo correio. Às tantas vimo-nos na fábrica do som num gig de uma bandola amigalhaça a quem chamaram para largar a brita de mão dada com os Orthodox. Um olá à entrada, rollas entregues em mão e já nos vemos para virar umas tantas. E assim foi!

A fábrica abanou com a morteirada e nós saímos a pensar que o Hotel da Bolsa era para lá de Entre-os-Rios, tamanha a puta que agarrámos after-gig!

Nem sabemos se gostamos mesmo desta gente. É que até temos família e amigos no Porto, mas em 5 anitos, já subimos mais vezes lá acima do que em trinta para ver a família. Deviam ter uns arregos com a CP e a RN para dar umas baldas às gentes de longe. Levam-nos a paca toda, é o que é!

E depois ainda nos metem à janta e à conversa com os Earth e outros que tais, em tascos de mesas fartas lá para os lados do Coliseu, só para os vermos descer do altar ao chão que pisamos e com eles dividir uma posta de três andares de bacalhau e uma gelatina de morango e ouvir o Dylan dizer que depois da janta, enfiava era a testa na palha!

Ou assim do nada, numa horita e tal de paleio com o B.J. Warsaw dos Parts & Labor e a sua senhora, lá lhes dizemos que o gig de amanhã no Porto é obra de gente amiga e atiramos que vão mesmo é virar uns bolinhos de bacalhau do grito. Por entre sms e gargalhos, é mesmo o que jantam no day-after. E não é que gramaram largo? E não é que a miúda até era vegan?

Só por isto, e já seria muito, esta malta mereceria cá andar até que os tomates e as maminhas (não pensam que isto é coisa só de homens, não?) lhes desçam a roçar a gravilha. Mas há as viagens à bifa que se deram e até as que não, há gestos que ficam só entre nós, há tardes e noites de beirão e cheiro a sardinha, há os empurrões que dão a malta que são mais que brodas para nós, há um orgulho tremendo no que jorra cá do burgo, há um chapar nas ventas dos haters e dos abutres, de um saber estar e saber fazer que não é para quem quer, é para quem sabe!

Não gostamos desta gente, é gente boa demais!

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