Amplificasom agencia: OvO em Portugal

30/05 @ Musicbox, Lisboa
31/05 @ Serralves em Festa, Porto

A definição do lugar que os OvO possam coabitar com outros artistas perde-se na singularidade, tanto sonora como performativa e visual, da dupla italiana. Versados numa ética de Do It Yourself que transcende as limitações do punk, cruzam a linguagem dos géneros pesados com uma desenvoltura visceral e ambiental que não deixa de apelar a um tribalismo distante da cacofonia ocidental. Prova disso será “Abisso”, mais recente disco de Stefania Pedretti e Bruno Dorella, lançado no desfecho do ano passado e contando com colaborações de nomes como Carla Bozulich (Evangelista) e Alan Dubin (Khanate). Os OvO, sempre de pé em palco, encaram a audiência com a mesma assertividade que o seu nome — os olhos de OvO nos nossos olhos, ao vivo, no estúdio ou na relação que estabelecem nos recantos da nossa mente.

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Entrar na Sala 2 e não ficar minimamente embasbacado com os OvO é impossível.
Ponto Alternativo

A dupla italiana OvO leva o experimentalismo a um ponto sem retorno. Um percussionista que lembra um lutador de wrestling com certos trejeitos nipónicos e uma guitarrista/vocalista que personifica o cruzamento genético entre uma amazona e um ser alienígena, jorram uma amálgama musical que não poderá ser traduzida em rótulos fáceis e delineados. Se houve quem ficasse mal impressionado com a performance, também houve quem descobrisse em OvO uma nova forma de vista. E de música.
Rua de Baixo

Nada diz melhor “fora do baralho” como os OvO. Num misto de Carnaval de Veneza com exibição de wrestling mexicano, a dupla Stefania Pedretti e Bruno Dorella dá um dos concertos mais revigorantes de sábado. Dorella, de pé, desanca dois tambores e um prato, como um urso enlouquecido, enquanto Stefania se entrega a devaneios líricos entre o avantgarde e o j-rock, tudo ateado por linhas distorcidas ora de baixo ora de guitarra. Nota mental: tentar tocar baixo com um esquadro a servir de palheta.
Festivais de Verão

Corremos para a sala ao lado porque não queremos perder o início de OvO, que podiam facilmente levar para casa o prémio de concerto mais bizarro do festival, o que, atenção, não é necessariamente mau. A dupla apresenta-se em palco, ele com pinta de carrasco, ela em trajes reduzidos e máscara de malha. O que se passou a seguir não foi para qualquer um, foi pura esquizofrenia.
Arte-Factos

Conseguiram marcar o dia, novamente, pela capacidade de magnetizar a atenção, pela força daquilo que estava em cima do palco – e não apenas pelo facto de terem um baterista corpulento que tocava de pé.
Bodyspace

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