Amplificasom apoia e recomenda: Bexar Bexar


Bexar Bexar (eua) + Azevedo Silva (pt)
Casa Viva / Porto / 26 Junho / 21H30
Praça Marquês de Pombal, 167
http://casa-viva.blogspot.com/

Bexar Bexar começou com um gravador de 8 pistas, uma guitarra conseguida num leilão e alguns sintetizadores analógicos partidos. Estes rústicos instrumentos deram vida ao primeiro album Haralambos recheado de melodias delicadas e loops de percurssão. Quase todas as faixas deste disco tiveram lugar num programa de televisão que retrata de maneira fiel a vida insólita de americanos comuns, This American Life. Cerca de 1.6 milhões de pessoas ouviu e reconheceu o ambiente calmo oferecido por Bexar Bexar, e daqui até ser transportado para o cinema foi um pequeno passo. The Sin Eater de Paul Kloss, Two Square Miles de Barbara Ettinger e Fashion Island de Braddy Hames foram algumas das aventuras do grande ecrã que Haralambos orquestrou. Em 2007, inscrevem conceptualmente em Tropism, o mesmo decalque auditivo que já nos induz a repetição da sua própria designação. Em que na dualidade sonora se constrói um espaço de ressonância que reafirma continuamente uma possibilidade de diálogo, mesmo sem que a palavra seja pronunciada. Entre pequenas pontadas electrónicas e miméticos exercícios destilados por uma guitarra acústica, assim nos levam, como de uma brisa se tratasse, por entre 40 minutos de efeitos Spa.

“O tradicional acústico a vaguear nas ondas de efeitos electrónicos e pequenos ruídos, pormenores enormes. Mar imenso. Construções artesanais e horizonte Lo-Fi bem ao longe…Excelente. ” – Pedro Nunes (Amplificasom)

Tropism podia ser uma banda sonora de um boat-movie solarengo pelas águas do mar atlântico mas não é. É a visão própria de Bexar Bexar, um barco que rejeita a ideia de andar à deriva e procura uma rota realista. Terra à vista. – André Gomes (Bodyspace)

“A sua música é impregnante, é emotiva e intromete-se na nossa mente sem esperarmos. Tropism é um disco para amantes de música ambiental e instrumental, não pensemos de outra forma. ” – Gonçalo Sítima (Hiddentrack)

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Um dia um miúdo na idade da acne agarrou numa guitarra e aprendeu a tocar. Hoje já não é miúdo e toca um som maduro e melancólico, com canções que bebem das suas influências mas que vão para além delas. Em 2006, Azevedo Silva (vocalista e guitarrista de Madcab) dá início ao seu projecto a solo. A sua viagem a Copenhaga, em Setembro, onde deu três concertos com Rhona Reid, foi decisiva para o lançamento da sua primeira demo. Clarabóia, contou com quatro temas inéditos, um dos quais passado no programa Portugália de Henrique Amaro, na Antena 3, e uma versão de um tema original de Daniel Johnston, “Devil Town”. Entre Outubro e Dezembro, deu concertos em Lisboa, Porto, Braga e Vila Real, e apresentou o seu projecto em showcases nas livrarias Bulhosa e nas lojas Fnac de Lisboa, Almada e Cascais. Durante esse tempo pôde avaliar o feedback do público ao seu projecto e fez a gravação do seu primeiro álbum. Depois de Clarabóia, Azevedo Silva segue com Tartaruga. Ao ouvirmos o seu álbum descobrimos que as canções respiram Lisboa. Quer na simplicidade intimista com que faz uso das emoções e das palavras, quer na forma como as transporta para uma guitarra triste mas intensa. Na sua voz reconhece-se a languidez da tartaruga. O vagar e a dormência com que canta e os sentimentos que arrasta na sua voz chegam a perturbar, quase a pedido.

“Depois de Clarabóia, também disponibilizado gratuitamente, o músico regressa agora com Tartaruga, um belo e novo exercício acústico e intimista de onze novos temas.” – Rui Dinis (A Trompa)

“Tartaruga chega na Primavera, depois de ter hibernado e chega de tal forma rápida, que tal e qual como na fábula, existe uma enorme possibilidade de ganhar a corrida, para mim neste momento lidera destacado o pelotão da frente da música portuguesa em 2007, veremos como irá terminar esta corrida.” – António Antunes (Penso Sonoro)

“Em “Tartaruga”, o seu álbum de estreia recém-editado, concretiza-se a promessa e o investimento na escrita em português passa a ser algo secundário, no sentido em que se eleva o texto à dimensão universal da música. Um forte, coeso, honesto e belíssimo trabalho, para ver e ouvir em vários concertos nos próximos tempos…” – (O Puto, o Tipo e o Totó)

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