Antonioni aos 27

Apenas recentemente fiquei a conhecer o prazer que é ver um Antonioni. Primeiro com “The Passenger” de ’75 e depois com “Blow Up” de ‘66, dois Filmes que manipulam aquilo que é real e não real, duas obras com diferentes leituras e que nos deixam à nossa interpretação.

Fiquei com a sensação que em ambos, Antonioni pretende retratar o vazio da vida através das suas personagens até que determinada situação nada ordinária possa abanar ou questionar as suas bases. É um olhar muito próprio, exclusivo e irrespondível, é o seu próprio olhar nos preceitos básicos da identidade e da verdade.

Os argumentos, a estética (fruto da época), os actores, os locais… É tudo perfeito, não é? Mas é a maneira astuta que ele filmava que me impressionou, mostrando apenas o que queria mostrar, o que queria que víssemos. São filmes muito ricos, demasiado ricos para serem compreendidos à primeira. Fãs por aí: qual devo ver a seguir?

Maria Schneider, R.I.P

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