As Guitarras do Ângelo: a SG

A guitarra:

A SG, a guitarra que transpira Doom por todos os lados.

Generalidades aborrecidotécnicas:

Em 1960, escassos anos depois de ter saído para o mercado, o modelo Les Paul da Gibson apresentava uma quebra enorme nas suas vendas. O meio que a Gibson encontrou para dar a volta à situação passou por um redesenho do modelo: um braço mais fino e rápido com acesso mais fácil aos últimos trastos e um corpo também mais fino e leve, com duplo cutaway. Contudo, o guitarrista Les Paul achava o novo visual pouco digno de ostentar o seu nome e a guitarra foi rebaptizada de SG, acrónimo da pouco imaginativa designação “Solid Guitar”. Alguns anos mais tarde, por pressão do público, a Les Paul voltou a ser disponibilizada com o seu design clássico e os dois modelos convivem salutarmente nos catálogos da Gibson desde esse dia.

Embora em menor escala do que a irmã Les Paul, a SG é também replicada por inúmeros fabricantes.

As especificações técnicas mais comuns de uma SG:

-Madeiras: Corpo e braço em mogno; escala em rosewood (em ébano na SG Custom).

– Pickups: Dois Humbuckers nas SG Standard, três na maior parte das SG Custom; um P90 na SG Junior e dois P90 na SG Special.

-Controlos: Selector de pickups de três posições (nos modelos com mais de um pickup); knobs para controlo de volume e tonalidade.

– Tipo de ponte: Tradicionalmente ponte fixa, do tipo Tune-o-Matic. Alguns modelos vêm equipados com vibrola.

– Preço: Cerca de 150€ por um modelo de entrada Epiphone; cerca de 600€ por um modelo de entrada Gibson; cerca de 1000€ por uma Gibson SG Standard; 1500€ pelo reissue do modelo de 1961; 3500€ pela SG Custom reissue.

Onde é que já a ou|vimos:

Além do actualmente enfermo Toni “Deus” Iommi dos Black Sabbath, a SG é a escolha dos guitarristas de grande parte das bandas do espectro stoner/doom: quem marcou presença na edição 2010 do Milhões de Festa ouviu-as e viu-as nas mãos do casal maravilha dos Electric Wizard; em Cough no Barroselas, via Amplificasom; no Amplifest os Barn Owl arrancaram drones deliciosos das suas cordas e os Rorcal puseram-nos o cérebro em papa de SG em punho.

Até para a semana:

Para a semana as cordas são só quatro.

 

Comentários

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  1. Nuno

    Post muito interessante, ao qual agradeço até.

    Tenho andado a investigar a compra de uma guitarra nova, de forma a fazer um grande investimento. Estou algo indeciso entre o formato LP e uma variante SG (as bonitas Vipers da ESP) e sempre me vi inclinado para algo com grandes capacidades e presença de doom.

    Embora sempre mais inclinado para uma de formato LP, mais recentemente tenho ficado intrigado com as referidas Vipers que prometem um som bastante poderoso. Acho que este post, de algum modo, fez-me clarificar as ideias.

  2. ty

    Nuno, boa sorte com a compra!

    Eu sugeriria só que tivesses em atenção o facto de as Viper, se seguirem a linha tradicional da ESP, serem provavelmente direccionadas para uma sonoridade mais moderna do que a de uma SG tradicional.

    De qualquer forma, acho que ficas igualmente bem servido tanto com uma SG ou uma Les Paul. ;)

  3. Nuno

    Obrigado!

    Sim, tenho noção disso. Aliás, a intenção é mesmo essa. Apesar de ter umas raízes fortes no doom e no stoner, gostaria de obter uma boa dose de sludge e hardcore com a mesma guitarra.