As Guitarras do Ângelo: a Stratocaster

A guitarra:

Depois da primeira guitarra a ser abordada ter sido a Les Paul, e dois meses de guitarras e amplificadores depois, haveria melhor maneira de terminar do que com a icónica Stratocaster?

Generalidades aborrecidotécnicas:

Um pouco à imagem do que se passa com o modelo Les Paul, o formato Stratocaster acaba por extravasar os modelos da Fender, o seu fabricante original, para incluir também todas as cópias que se vão fazendo deste modelo, desde o contraplacado-com-cordas chinês até às réplicas boutique de fabricantes como a Suhr e a G&L.

As especificações técnicas mais comuns de uma Stratocaster são as seguintes:

-Madeiras: Corpo em amieiro ou freixo; braço em ácer; escala em ácer ou rosewood.

– Pickups: Tipicamente três pickups do tipo single-coil, embora existam outras configurações.

-Controlos: Selector de pickups (cinco posições); knobs para controlo de volume e tonalidade.

– Tipo de ponte: Tradicionalmente ponte flutuante, embora existam modelos com ponte fixa (hard tail).

– Preço: Cerca de 100€ por um modelo de entrada Squier; cerca de 400€ por um modelo Fender made in Mexico; cerca de 1000€ por uma Fender made in USA.

Onde é que já a ou|vimos:

O modelo com o serial number #0001 pertence ao David Gilmour e o Jimi Hendrix gostava de as imolar em pleno palco; Já o Steve Von Till dos Neurosis constrói as suas a partir de partes avulsas. É também uma das guitarras de eleição do Justin Broadrick e no Amplifest utilizou uma para os temas pós-Streetcleaner no concerto de Godflesh. No mesmo Amplifest vimos ainda uma nas mãos dos Acid Mothers Temple.

Até à próxima:

E muito obrigado à Amplificasom pelo tempo de antena!

\m/

Comentários

Comentar
  1. Ricardo

    What? “Para terminar”? Não pode! Então ainda há tanta guitarra para ser falada (as PRS, por exemplo)! :-) E faz falta um sítio onde se falem de guitarras, baixos, baterias, pedaleiras, material/software de edição/produção/whatever… E estes artigos do Ângelo são muito porreiros, porque são simples, directos e interessantes. Fico à espera de mais! ;-)

  2. Joao

    hehe excelente… até seria engraçado haver aí um espaço para falar das alterações nos braços! Já que a primeira vez que fizeram braços de strat meio curvos foi a pedido do Gilmour para os bends malucos dele. E agora é uma característica comum à maioria das strats :)
    a foto do Jimi é brutal

  3. RDC

    Chamar “réplica boutique” à G&L… Réplica?!
    Não posso concordar pois no meu entender as guitarras G&L são a natural evolução das Strat. São o expoente máximo do contributo de Leo Fender para o mundo musical. Nas próprias palavras de Leo Fender:
    “G&L line of instruments were “the best instruments I have ever made.”
    Olhamos para uma G&L Legacy, o modelo mais semelhante no formato…e ficamos por aqui. Desde a bridge Dual Fulcrum, aos próprios controlos de tom/volume PTB, são totalmente diferentes – para melhor.
    Mesmo na gama Tribute (fabricadas na Indonésia neste momento e de preço mais acessível), a qualidade sente-se e, no meu entender, metem uma Fender MIM a um canto… (já nem falo de squiers, embora tb hajam delas decentes – a CV).
    Experimentem uma G&L e depois venham cá dizer se o Leo tinha ou não razão.
    Se não conhecem a história da G&L procurem no wikipedia ou no website da marca.
    “Réplica”? for f*ck sake….

  4. ty

    Quando falei de “réplica” estava só a fazer referência ao formato, dado serem visualmente semelhantes. Não foi o termo mais correcto, mas não te zangues pá ;)

  5. RDC

    Visualmente semelhantes, há um porradão delas… meter a G&L no mesmo saco é que não ficou lá muito bem…
    “Real FENDER” só a G&L desde os inícios de 80’s. Ainda neste momento a mulher dele, Phyllis Fender, é “honorary chairman” da empresa que ficou com a marca após falecimento do Leo Fender e, posteriormente, do George Fullerton. A BBE Sounds.
    “Fender” que estamos acostumados, agora, só de nome (nome que já foi vendido há muito)…
    Não estou zangado… fiquei só um pouco !duuhhhhh” quando li a frase das réplicas, mas nunca zangado. Desculpa se foi interpretado assim.
    Agora a sério, se nunca experimentaste uma G&L, não deixes de aproveitar se tiveres oportunidade. Então se for uma made in USA…..
    Boas guitarradas!!

  6. Sérgio Rodrigues

    No que respeita a Fender, apresentam algumas vezes problemas de controlo de qualidade, especialmente nos modelos mais baratos (nomeadamente nas Made in Mexico). O ideal é ter dinheiro para uma American Vintage.
    Para quem esteja com um orçamento mais apertado, aconselho vivamente as Made in Japan. Recentemente comprei uma Telecaster ’62 Custom japonesa, à qual fiz algumas alterações (pus uns pickups ’51 Nocaster e mudei potenciómetros e jack) que rivaliza bem com os modelos americanos, a uma fracção do preço (e o controlo de qualidade dos japoneses é algo de espectacular).
    Para boas oportunidades de negócio vejam: http://www.fareastguitars.co.uk/usedguitars.htm
    Boas guitarradas a todos!