As primeiras audições de Secret House revelam que…

– valeu a pena esperar anos (pelo menos dois, ouve-se falar nisto desde que a banda se chamava Vessel)
– não vale a pena esperar pelos riffs de Isis ou a escuridão dos Khanate
– é um álbum para se ouvir sozinho e nunca acompanhado
– é uma exploração moderna do minimalismo
– é um álbum denso mas vazio
– é um disco para flutuar num quarto escuro
– pode ser um trabalho niilista
– Aaron Turner (Isis) é mesmo um génio e este é capaz de ser o seu melhor trabalho de sempre: a guitarra transmite uma mensagem inconcebível de sossego enquanto a voz angustia-nos relaxadamente
– James Plotking está envolvido em mais um excelente álbum/ projecto
– Tim Wyskida raramente enfatiza os pratos, é o elemento mais discreto mas altamente importante
– estará no meu top 5 de 2009

Comentários

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  1. Neuroticon

    Melhor trabalho de sempre do A.Turner? Não concordo man.
    Só ouvi superficialmente, mas arrisco-me a dizer que me agradaram mais os discos do ano passado de Ascend e Asva…

  2. Susana Quartin

    Estou na segunda música e a adorar o_o.

    E isto não tem nada a ver com Ascend em termos do "mood" da música. Nada mesmo.

  3. ::Andre::

    Neuroticon, curioso mencionares os Asva pois tinha pensado escrever algo do tipo que este álbum está para 2009 como o WYDNIF para 2008.

  4. ::Andre::

    Em relação ao Aaron, está num alto nível criativo. Pá, Turner a soar a Scott Walker? Não é para todos…

  5. Adriano

    Curioso esta nova geração de experimentalistas (e bloggistas) andarem com o nome de Scott Walker debaixo da língua. Entendo porquê o referem, sou um fan do mesmo e considero-o ainda como o músico mais intrigante da cena actual, mas correndo o risco de puxar um pouco a corda, esta vertente mais experimentalista de bandas supostamente "mais metal" ficam ainda mt atrás de outros esforços de músicos mais electrónico/ambiental/new classical.

    Como não costumo dizer coisas assim da boca para fora sem deixar referências, tentem ouvir por exemplo:

    – Svarte Greiner – Knive
    – Kreng – L'Autopsie Phénoménale De Dieu
    – Klumpes Ahmad – In bed we trust
    – Richard Skelton – Marking Time

    é tudo mais cinematográfico, igualmente árido e hostil qb.

    O metal quanto a mim tem mt a dar, mas dificilmente é das coisas mais interessantes que tem saído quando tentam coisas novas quando comparado com as florescências do catálogo da Type e Miasmah. E o melhor de tudo é que se procuram ambiente niilistas e deprimentes, está tudo aqui, apenas com melhores músicos e paisagens sonoras um pouco mais interessantes que os recentes esforços de grey machine e este Joris IMHO ;-)

    Reforço a excepção do álbum de Ben Frost – By the throat (alguém já ouviu isto??) onde o baixista metaleiro Borgar Magnasson dos Crowpath (http://www.youtube.com/watch?v=ymTLNlxj63A) faz a coisa soar tanto sublime como fresca com o peso que todos procuramos por aqui.

    Gostava mesmo de ver mais pessoal de metal juntar-se a valores de outras zonas musicais e não cairem em albuns como este de Jodis que certamente vão ficar esquecidos em pouco tempo, again IMHO.

  6. ::Andre::

    É a tua opinião Adriano, tão válida e bem-vinda como qualquer outra :)

    É evidente que nestas coisas da música é díficil ser-se imparcial e acaba-se defendendo o que mais se gosta, mas as tuas observações poderiam dar origem a um café bastante agradável.

    Primeiro terias era que pesquisar o blog e reparares que o autor deste tópico não só já escreveu sobre vários álbuns da Type como assistiu a concertos de Helios, Midaircondo ou do próprio Greiner e para dizer a verdade a comparação só faz sentido considerando que todos estes projectos têm em comum o facto de (tentarem) quebrarem barreiras nos seus espectros musicais.

    Em relação à malta do metal "juntar-se a valores de outras zonas" há n de situações que provavelmente não estás a par e um exemplo óbvio são os KTL.