Béla Tarr

Conheci este realizador único através do ex-convidado Victor Afonso. Creio que na altura, no seu blog, ele sugeriu o The Man from London e, mesmo ainda sem saber pronunciar Béla Tarr, fiquei encantado com o que tinha visto. Voltei a colocar o dvd e revi-o. Associando que já não estaria entre nós porque já não se faz cinema assim, googlei pelo seu nome e surpreendi-me por não só estar bem vivo como planeava outro filme. Na minha mente leiga, Cinema assim com C grande só enquanto Tarkovski era vivo, mas este húngaro nascido em ’55 é um caso à parte. A sua relação com a câmara é difícil de explicar, é preciso ver e sentir os seus filmes.

Esse filme, o tal que espero que me dê o prazer de ver um Tarr na tela, chama-se The Turin Horse e acaba de receber o Grande Prémio do Júri no Berlinale. Pelos vistos, é o último da carreira de alguém que não é só especial pela sua arte, mas também pela sua forma de estar bastante genuína. Fica a recomendação: descubram e desfrutem a obra de um génio contemporâneo.

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