BETHLEHEM – Verão & Alegria

Das terras germânicas costumam vir coisas tão díspares como salsichas gigantes, power metal gay, exércitos arianos, profetas socio-económicos da treta e, volta e meia, bandas fixes como Colour Haze e Mojo Jazz Mob.
No entanto, em meados da década de 90, um singular conjunto veio deixar a sua marca na galeria dos ilustres adoradores d’O Grande Bode com a sua escura versão do metal sugestionador de cometimento de suicídios em massa.
Tendo como figura central o baixista Jürgen Bartsch, o gajo do jévi métal que vocês mostrariam aos vossos pais para contrariar o estereótipo do “metaleiro drugádo“, o seu mundinho interior (aka Alexander Welt) e a escolha de vocalistas claramente passados da cabeça, que gritam e erupcionam as cordas vocais a cada segundo, que espalham rumores sobre o próprio enforcamento e que mais tarde cantaram no 1º álbum de Brilhando, e que concomitantemente eram patrões de uma banda holandesa igualmente fixe (tão fixe que tinham nome de dinossauro), criaram o então ainda não utilizado rótulo “Dark Metal” para classificar a vertente nem-black nem-death, que levou inclusivé um puto idiota a matar-se e a polícia a bater-lhes à porta.
Além da quase constante mudança de vocalista de álbum para álbum, também a sonoridade vai-se transmorfando. Mesmo que os registos mais recentes tenham perdido a pujança suicida dos primeiros, a vibe e atmosfera bethlehemiana manteve-se sempre.
Há ainda espaço para uma data de EPs pelo caminho, participações na banda sonora do GUMMO, regravações desnecessárias com o nicolau dos brilhando e regressos aos palcos ao fim de quinzenas de anos (Under the Black Sun @_@).
Agora fica a sucessão cronológica youtubiana para se entreterem na praia a cortar os pulsos com navalheiras roubadas do arroz de marisco contaminado com E. cólicas do Ti Joaquim.
Dark Metal


Dictius Te Necare


Sardonischer Untergang im Zeichen irreligiöser Darbietung
(aka S.U.I.Z.I.D.)






Schatten aus der Alexander Welt






Mein Weg


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