Swans + Baby Dee

swnas-blog8-10-2017, DOMINGO
HARD CLUB (SALA 1), PORTO
PORTAS 19:30
BABY DEE 20:15
SWANS 21:30
Evento Facebook
M/16

9-10-2017, SEGUNDA
LISBOA AO VIVO, LISBOA
PORTAS 19:30
BABY DEE 20:15
SWANS 21:30
Evento Facebook
M/16

Bilhetes (25€) já à venda online na AMPLISTORE e Ticketline*, e muito em breve nas lojas Hard Club (Porto), Louie Louie (Porto), Piranha (Porto), Black Mamba (Porto), Bunker Store (Porto), Flur (Lisboa), Glamorama (Lisboa) e Vinil Experience (Lisboa).
*não é dos bonitos

Photo by Jens Wassmuth

Photo by Jens Wassmuth

A história faz-se também de despedidas – e os Swans, que Michael Gira ressuscitou em 2010 após treze anos de ausência têm, agora, um segundo adeus anunciado. Desde a confrontacional abrasividade dos primeiros lançamentos, passando pela folk sombria e assombrada de discos como Love of Life ou The Burning World, até ao vórtice de rock hipnótico e majestático praticado desde a sua reunião, os Swans firmaram desde sempre o seu nome como um dos mais influentes da música experimental. No que serão as derradeiras oportunidades de testemunharmos a esmagadora presença em palco de Michael Gira e companhia, os Swans regressam a Portugal para duas datas; os concertos acontecem a 8 e 9 de Outubro no Hard Club (Porto) e no Lisboa ao vivo, respectivamente.

History is also made of farewells – and Swans, resurrected by Michael Gira in 2010 after thirteen years of absence, have announced their second demise for later this year. From the confrontational abrasiveness of the early releases, through the dark and haunting folk of albums like Love of Life or The Burning World, to the hypnotic and majestic vortex they’ve been creating since the reunion – listen to The Seer or the latest The Glowing Man – Swans have always firmly established their name as one of the most influential in experimental music. In what will be the last chances to witness the massive onstage presence of Michael Gira & co., Swans will return to Portugal for two shows, taking place on October 8th and 9th at Hard Club (Porto) and Lisboa ao Vivo (Lisbon), respectively.

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BabyDeePhoto1As primeiras partes, em ambas as datas, estarão nas mãos de Baby Dee. A artista e performer norte-americana, que já colaborou com nomes como Antony Hegarty, Current 93, Will Oldham ou Andrew W.K., apresentará uma obra que tem tanto de excêntrico como de desconcertante.

Baby Dee will the the opening act on both dates. The American artist and performer, who has collaborated with names like Antony Hegarty, Current 93, Will Oldham or Andrew W.K., will present a body of work that is as eccentric as it is disconcerting.

Estivemos com os Swans [no NOS Primavera Sound], por exemplo. O batalhão comandado por Michael Gira, o homem que um dia vai tomar conta do mundo. Trouxeram aquela muralha de distorção e desespero que mais nenhuma banda consegue desenhar. Guitarras a matar tudo o que encontram pela frente; um baterista que faz tremer a terra, uma batida de cada vez; e um sistema de som que mal aguentou aquelas duas horas (terão sido mesmo? às tantas é difícil fixar tudo o que aconteceu numa base temporal) de puro castigo consentido. Gira pode voltar quando quiser, nunca será igual, nem que muito achemos que já lhe vimos e ouvimos tudo.
in Observador, 2017

Depois dos Pallbearer, os Swans deram [no Amplifest 2014] um concerto de duas horas e meia em que apresentaram algum material nunca gravado. Já há poucos vestígios da irascibilidade indomável de Filth ou Cop, mas, em compensação, temos um Michael Gira mais espirituoso (até espalhou a palavra “love” na despedida). Houve marchas cerimoniosas da orquestra Swans com muita percussão primitiva e arfante a lembrar sessões de vudu, com Gira em danças e cantares ritualescos, e canções com groove roliço (nunca pensámos dizer isto dos Swans) e a tresandar a sexo, como se ouve no novo disco, To Be Kind. Mas descansemos: não faltaram os batalhões de guitarras contundentes e de ruído em alvoroço, coreografados ao detalhe para fazer saltar os músculos.
in Público, 2014

And in all of that lies the brilliance of Swans. No experimental group has been able to so perfectly reflect the psychological turmoil of existence and the heavy burden of our pains and regrets. Their music acts as a grand descent and exploration into what we mortally fear and what innately drives us, and they’ve been able to do this in expert fashion over their past three records. Listening to Swans is an exhausting process to be sure, but it’s rewarding in its self-analysis; you might not leave entirely sure of yourself, but you’re sure as hell more in touch with the inner workings of the mind.
in Consequence of Sound, 2016

[The Glowing Man] is a juddering and enormous full stop to this incredible four album journey that began with My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky in 2010 and saw the return of Swans as purveyors of a rock music at the final furthest edge of the universe.
in Louder Than War, 2016

Dee herself plays harp and piano, and no matter how heavy-handedly she seems to attack each instrument, the sound she produces is delicately beautiful. Add the sometimes jazzy, sometimes symphonic, sometimes vaudevillian embellishments of her four-piece band, however, and the music grows as complex and thrillingly wayward as Dee herself.
in The Guardian, 2008

Press/ Acreditações até 6 de Outubro: press@amplificasom.com
+ info: amplificasom@gmail.com

Amplifest will be back in 2018 \m/

Micaela Amaral

Micaela Amaral


English below
 
Amplifesters,
 
Antes de mais, para que fique claro: o AMPLIFEST não morreu! Como vos digo então que este ano não terá lugar o nosso fim-de-semana preferido? Abrindo-vos o coração, como sempre o fizemos em tudo o que nos envolvemos desde que a Amplificasom começou em 2006.
 

 
6 EDIÇÕES/ 5 ANOS DE AMPLIFEST
Lembro-me tão bem, no Amplifest 2011, os Godflesh deixavam o backstage, eu olho para o João Pereira, um dos nossos Stage Managers, e desabafo “já acabou”. Não era alívio, era uma enorme satisfação do que tínhamos acabado de construir. Ele sorriu-me de volta, foi o suficiente. Tínhamos todos realizado e vivido um sonho e com todos importa mencionar que a equipa tem sido composta, desde a primeira edição, pelos melhores amigos. Não preciso de vos enumerar, vocês sabem quem são e sem vocês nada disto seria possível.

Findo o Amplifest há algo que se pode declarar sem hesitações: é um exemplo a nível nacional, para tudo quanto for produtora, em termos de organização.
in Bodyspace

Recordo com carinho o dia em que recebo uma chamada do agente dos Godspeed. Estava eu de férias em Évora e não conseguia parar de tremer; e quando havia Swans e Cult of Luna confirmados num fim-de-semana, Wovenhand e Ben Frost no anterior e de repente, sem explicação, os astros alinharam-se e foi possível avançar com o Amplifest 2014 – talvez a nossa edição preferida; e a felicidade que foi anunciar Converge para a edição de 2015; além de, claro, nunca me vou esquecer de quando confirmamos os Neurosis para a do ano passado – foram anos a sonhar e a lutar para que finalmente se estreassem em Portugal. São muitos os momentos, são muitas as histórias para partilhar.

A impressão final é enorme, surpreendentemente sempre superando expectativas, ano após ano. A organização é intocável, a sua dedicação à música e à cultura é nada menos do que imensamente louvável, e conseguirem proporcionar um evento com este impacto é extraordinário.”
in Festivais de Verão

FEZ-SE HISTÓRIA NO PORTO
Em 6 edições/ 5 anos, o Amplifest foi o evento que trouxe ao Porto e a Portugal os Godflesh, Bardo Pond, Ufomammut e Pallbearer pela primeira vez; os Godspeed You! Black Emperor depois do longo hiatus; os Bohren & der Club of Gore, Jesu, Barn Owl, Marissa Nadler, Anna von Hausswolff, Kowloon Walled City, Kim Gordon e os seus BODY/HEAD e Prurient pela primeira e única vez; os Amenra e os Deafheaven quando poucos os conheciam; os Altar of Plagues para a derradeira despedida dos palcos; os Converge pela primeira vez no Porto depois de vários anos sem por cá tocarem; os enormes Swans, Russian Circles, MONO, Chelsea Wolfe, Cult of Luna, Yob, Peter Brötzmann e Wovenhand. A lista é grande e podem “folhear” as 6 edições clicando aqui.

Logo nas primeiras edições percebemos que era um festival singular. Alinhamentos coerentes e sem gorduras. Nada de sobreposições de concertos, contrariando-se o consumo rápido e fragmentado que mina cada vez mais os festivais de música e a forma como olhamos para ela. Filmes, listening sessions exclusivas e conversas com jornalistas e com bandas (Amplitalks), que permitem quebrar barreiras entre o público e os artistas e reflectir sobre a música, bem como as actividades que as sustentam. Um festival sem bombardeamentos de acções promocionais, que têm ajudado a tornar tantos festivais em parques de diversões. E ficou provado, mais uma vez, porque é um festival necessário.
in Público

Foram, no entanto, mais do que concertos, foram mais do que edições de um festival. Foram experiências multi-disciplinares vividas e partilhadas por nós, pelas bandas que ainda hoje nos dizem genuinamente, quando as encontramos por esse mundo fora, que o Amplifest foi um dos seus highlights de sempre, um dos seus palcos preferidos. E também por todos vocês que foram milhares, de 40 nacionalidades diferentes, muitos de visita ao Porto pela primeira vez.
 
O FINAL DE UM CICLO
Em 2015, depois da edição onde ainda hoje se fala daquele final de tarde/ início de noite com Altar Plagues, William Basinski e Converge, tínhamos decidido que uma eventual edição de 2016 só avançaria se fizesse sentido. A partir do momento em que fechamos Neurosis, o caminho para a sexta edição estava traçado. Foi, de facto, a mais especial de todas. Não que consigamos escolher, não é possível tal é a dedicação e amor que colocamos em todas, mas o que se viveu em todo o fim-de-semana foi inexplicável e a sensação de final de ciclo também estava bem presente.

A Amplificasom conseguiu novamente criar um cartaz irresistível e apaixonante, juntamente com a celebração dos seus dez anos de existência.”
in Ruído Sonoro

Organizar uma experiência destas é espectacular. São meses, semanas, dias, e noites em branco para que nada falhe. Organizar uma experiência destas apenas com duas pessoas é ainda mais espectacular. Organizar uma experiência destas apenas com duas pessoas onde as mesmas têm outros empregos e compromissos é de loucos. Organizar uma experiência destas apenas com duas pessoas onde as mesmas têm outros empregos e compromissos sem apoios, fundos ou patrocínios e dependem exclusivamente da bilheteira é parvo. Mas nós somos loucos e parvos e estamos tranquilos em relação a isso. No entanto, com o passar do tempo, há um desgaste, mas mais do que um desgaste, é a falta de estímulo, é sentir que fizemos um trabalho brutal com todas as nossas energias, saber que o mesmo é reconhecido nacional e internacionalmente, mas querendo evoluir sabendo que só seremos honestos convosco se o formos connosco em primeiro lugar.

Numa altura em que os festivais estão cada vez mais banalizados, só nos podemos sentir afortunados por assistir a um que tenta oferecer algo de clara diferença e com reconhecida qualidade.”
in Ruído Sonoro

FUTURO
Sentimos então que um Amplifest 2017 nas mesmas condições que as edições anteriores não nos faz sentido. Passa o futuro por ter o Amplifest numa cidade que o apoie tal como merece ser apoiado? Comprometer um pouco toda a filosofia e abrir portas a patrocínios que entendam a experiência? Abrir a porta a parceiros individuais que se queiram juntar a esta viagem? Subir o preço do bilhete para os parâmetros europeus? Manter tudo como está, mas adaptá-lo a uma experiência bienal daqui para a frente? O tempo o dirá.
 
Voltaremos quando nos sentirmos preparados, especialmente se sentirmos que temos algo realmente distinto para oferecer no meio de todo este ruído que por aí anda. O dinheiro nunca foi o catalisador de nada na Amplificasom e, mesmo sendo essencial para qualquer projecto, não é o que nos move. A música sim, é por ela que continuamos apaixonados.
Vamos aproveitar esta pausa para refletir, mas também para continuarmos focados nos eventos Amplificasom, para nos envolvermos em novas aventuras, para continuarmos envolvidos em diferentes produções, no booking e, verdade seja dita, para nos focarmos um pouco em nós próprios.
 
Assim será.
 
Tendo consciência que estas palavras vão ser lidas por muita gente, elas são sobretudo para todos aqueles que, durante estes anos, confiaram em nós, nos apoiaram, nos deram força, nos inspiraram e estiveram sempre do nosso lado abraçando o Amplifest com o mesmo carinho que nós. Também vocês sabem quem são – o nosso MUITO OBRIGADO <3
 
O melhor ainda está para vir.
 
Até já e um grande abraço,
André (em nome de toda a equipa da Amplificasom/ Amplifest)
 
Ps: Porque o Amplifest também é vosso, estou em andre@amplificasom.com caso tenham alguma ideia/ sugestão.
 

Mariana Vasconcelos

Mariana Vasconcelos


Amplifesters,
 
First of all, let’s be clear: AMPLIFEST is not dead! How do I tell you then that our favorite weekend will not happen this year? With an open heart, as we have always done in everything we have been involved in since Amplificasom began in 2006.
 

 
6 EDITIONS/ 5 YEARS OF AMPLIFEST
I remember so well, in Amplifest 2011, when Godflesh left the backstage, I looked at João Pereira, one of our Stage Managers, and I muttered “It’s over”. It wasn’t about being relieved, but about a huge pride for what we had just built. He smiled back at me, and that was enough. We all had accomplished and lived a dream and it is important to mention that the team has been composed, from the first edition, by our very best friends. I do not need to name names, you know who you are and without you none of this would be possible.
I remember fondly the day I got a call from Godspeed’s agent – I was on vacation in Évora and I could not stop shaking; when Swans and Cult of Luna were confirmed for the same weekend, and Wovenhand and Ben Frost for the weekend before; and suddenly, without explanation, the stars aligned and it was possible to go forward with Amplifest 2014 – perhaps our favorite edition; the happiness we felt announcing Converge for the 2015 edition; and, of course, I’ll never forget when we confirmed Neurosis for last year’s edition – those were years of dreaming and fighting to finally make their debut in Portugal. There were many moments and lots of stories to share.

One of Europe’s finest underground music, art and culture festivals.
in Cvlt Nation

HISTORY WAS MADE IN PORTO
In 6 editions / 5 years, Amplifest was the event that brought Godflesh, Bardo Pond, Ufomammut and Pallbearer to Porto and Portugal for the first time; Godspeed You! Black Emperor after their long hiatus; Bohren & der Club of Gore, Jesu, Barn Owl, Marissa Nadler, Anna von Hausswolff, Kowloon Walled City, Kim Gordon‘s BODY / HEAD and Prurient for the first and only time; Amenra and Deafheaven when few knew them; Altar of Plagues for their final farewell to the stage; Converge for the first time in Porto after several years without visiting Portugal; The legendary Swans, Russian Circles, MONO, Chelsea Wolfe, Cult of Luna, Yob, Peter Brötzmann and Wovenhand. The list is extensive and you can “browse” the 6 editions by clicking here.
These were, however, more than concerts, these were more than editions of a festival. These were multi-disciplinary experiences lived and shared by all of us, by the bands that still genuinely tell us today, when we meet them around the world, that Amplifest was one of their highlights, one of their favorite stages. And also there were all of you, who were thousands, of 40 different nationalities, many visiting Porto for the first time.

One of the best musical weekends of the year.
in Rock-a-Rolla

THE END OF A CYCLE
In 2015, after the edition of which we still talk about that late afternoon / early evening with Altar Plagues, William Basinski and Converge, we decided that a possible 2016 edition would only go forward if it made sense for us. From the moment we closed Neurosis, the path to the sixth edition was outlined. It was, in fact, the most special of all. Not that we can choose one, it’s not possible such is the dedication and love that we put in all of them, but what was experienced throughout the weekend was inexplicable and the sense of the end of a cycle was also well present.

Another fine edition of a festival, one that is getting more essential with each passing year.
in Terrorizer

Organizing such an experience is spectacular. We spend months, weeks, days, and nights barely sleeping so that nothing will fail. Organizing such an experience with just two people is even more spectacular. Organizing such an experience with just two people who have other jobs and responsibilities is crazy. Organizing an experience of these only with two people who have other jobs and responsibilities, without any kind of support, funds or sponsorships and relying exclusively on ticket sales is silly. But we are crazy and silly and we’re okay with it. However, over time, there is a wear and tear, but more than that, it is the lack of stimulation, it is the feeling that we have done an amazing work with all our energies, knowing that this it is acknowledged nationally and internationally, but wanting to evolve knowing that we will only be honest with you if we’re honest with us in the first place.

It’s a real, deep, and cultural experience. Unfortunately, there are not many left.”
in Drome Mag

FUTURE
We feel then that an Amplifest 2017 under the same conditions as the previous editions does not make sense to us. Will Amplifest happen in the future in a city that supports it as it deserves to be supported? Concede a little of the whole philosophy and open doors to sponsorships? Open the door to individual partners who want to join us on this trip? Raise the price of the ticket to European parameters? Keep everything as is, but adapt it to a biennial experience? Only time will tell.
 
We will come back when we feel ready, especially if we feel we have something really different to offer in the middle of all this noise that goes around. Money has never been the catalyst for anything in Amplificasom and, while essential to any project, is not what drives us. Music is what moves us forward.
We’ll take this break to reflect, but also to stay focused on Amplificasom events, to get involved in new adventures, to stay involved in different productions, in the booking and, truth be told, to focus a little on ourselves.
 
So be it.
 
We’re aware that these words will be read by many people, but they are especially for all those who, during all these years, trusted us, supported us, gave us strength, inspired us and were always by our side. You know who you are – THANK YOU <3
 
The best is yet to come.
 
A big hug and see you soon,
André (on behalf of Amplificasom/ Amplifest)
 
PS: Because Amplifest is yours as well, you can reach me at andre@amplificasom.com with any suggestions/ ideas.