Ciganos, esses larápios

É com enorme tristeza e temor que leio os comentários dos portugueses nos jornais online às notícias sobre a questão dos ciganos em França. Não se trata do julgamento sumário que é feito à comunidade, generalizando todos os ciganos como gatunos imundos, mas sim do ódio racial que exala desses mesmos comentários. Abandona-se o discurso ponderado para o uso de termos depreciativos de uma raça.

A questão é simples: quem quer que tenha razão, os ciganos são um povo. Um povo que sempre foi nómada (não, eles não vêm todos da Roménia). Não podemos simplesmente enviá-los de volta para a terra deles, porque a terra deles é em todo o lado.

Este clima de tensão racial, fruto da politica pós 9/11, tem vindo a crescer na última década, formando um vulcão emocional prestes a explodir. A isto acresce o crescimento da direita por toda a Europa, que teme perder a sua identidade para os imigrantes, e prefere a repulsa à inclusão, gerando conflitos raciais latentes.

Não são só os ciganos os alvos destes comentários. Vejam notícias sobre muçulmanos, esses terroristas que só comem halal e cujo desígnio é conquistar o mundo e subjugar os infiéis.

Nas palavras de Stephen Hawking, “The greatest enemy of knowledge is not ignorance, it is the illusion of knowledge”

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