Colin Stetson

Sou um gajo que resiste um pouco a ouvir as bandas que são aclamadas em massa, é efeito secundário de quem normalmente colecciona lados B e devaneios mais experimentais. Confesso portanto que não conheço a discografia de Arcade Fire, mas sou um fã assumido de Colin Stetson que assume na banda o papel de saxofonista em tour.

A minha porta de entrada no universo do Stetson foi através dos Bell Orchestre e do enorme The Stars In His Head / Bernard 33 / Dark Lights. Como quase todas as minhas descobertas, foi feita em shuffle no meio de tudo o que vou metendo no ipod e mudou-me.

 

Esta cena de dizer que uma banda/música nos muda é algo que para nosso próprio bem não deve ser feita de forma repetida pois acredito que acontece verdadeiramente apenas um punhado de vezes ao longo dos anos. De igual forma acredito que parte da piada de partilhar música é fazer esta partilha cirurgicamente mostrando não a quem pode gostar mas a quem tenho a certeza que vai dar um murro na mesa e perguntar porque raio não mostrei isto antes. É por isso que tudo o que coloco no meu blog não é acompanhado de palavras, apenas um vídeo que é preciso ver/ouvir para ter uma opinião.

 

A música de Stetson é monocórdica, repetitiva e até facilmente incomodativa. É igualmente visceral, surreal e viciante. Não consigo sequer imaginar o que é preciso para fazer com os pulmões para soar assim, mas acredito que ele seja um the next big thing em colaborações de âmbito experimental na linha do que Gareth Davis tem feito.

 

 

É portanto um dos meus encontros imprescindíveis destes últimos anos e por isso partilho neste espaço. Novo álbum disponível na Constellation Records.

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