Dylan Carlson

Sabiam que foi este senhor que vendeu a espingarda a Kurt Cobain com a qual o mesmo se suicidou?

Comentários

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  1. ::Andre::

    Está no nascimento do drone e da morte do grunge, respect.

  2. Kordump

    que pinta de redneck, era gajo de jurar que estava no nascimento do stoner.

  3. Mastodon

    andre na morte do grunge ainda nao pk os pearl jam continuam ai a chatear-me o tutano ja nao tenho paciencia prakeles freaks…agora k tem cara de redneck k entra nakeles “combates felony” ah isso tem

  4. Crestfall

    E quando a vendeu já sabia para o quÊ que se destinava. muhahahahahah.

  5. ::Andre::

    se o kurt não lhe tivesse dado o dinheiro ele poderia ter sido considerado cumplice, não? imaginem o que aconteceria se tivesse sido preso…

  6. Luis

    Envolvido no nascimento do drone? Mas isso não faz parte da cultura milenar indiana? E a sua inclusão na música “popular” via america, nomeadamente no rock, não está ligada aos chamados “minimalistas”, destacando La Monte Young e Tony Conrad? Ou estão assim tão enganado?…

  7. Melancolia

    O tipo foi mas é um visionário… “Faz a fama e deita-te na cama”

  8. Pedro

    Em relação ao Drone estou quase como o Crest, se formos ver as coisas nesses termos ele está em todo lado, desde as mantras budistas, passando pela índia, os minimalistas etc….. Penso que aqui estamos a falar do Drone inserido no contexto mais rock e nesse aspecto os Earth foram dos primeiros.

  9. Luis

    Ok. O drone está em todo o lado (e as suas raízes remontam há muitos séculos para o sudoeste asiático e índia e etc). Mas também me referi ao drone inserido no contexto rock, e mais uma vez repito que uma das mais importantes correntes de inserção do drone na música “popular” americana (assim vamos considerar o rock por agora), passou pelos “minimalistas” ou “pré-minimalistas” dos anos 60 e toda a “New York school” que à volta gravitou. E aqui falo de La Monte Young, Tony Conrad e amigos no Theatre of Eternal Music; e as derivações e colaborações mais rock como o caso de Rhys Chatham (que depois influenciou outros como o como Glenn Branca ou mesmo Sonic Youth); John Cale e os Velvet Underground (e mesmo o Lou Reed, embora não lhe dê tanto crédito pois acho que é um músico sobre-valorizado); o Tony Conrad, especialmente em colaboração com os Faust (e porque não dizer que no krautrock também se usou o drone em grupos como os NEU!, os primeiros Kraftwerk e mesmo os Can). E muitos outros desses anos 60 (porque não Phil Niblock, Charlemagne Palestine, Eliane Radigue, etc) influenciaram os exemplos já referidos como outros grupos. Tudo isto para dizer que antes dos Earth (que também gosto e reconheço mérito e interesse), mesmo no contexto rock, já havia muita coisa feita.

  10. Luis

    e se quiseres, exemplos bem mais recentes de drone no rock, e anteriores aos Earth, porque não os Dead C ou os Spacemen 3? E por exemplo Skullflower, se bem que mais desconstruido.

  11. Bruno Coelho

    Luís, agora que associaste drones ao Krautrock e a algumas bandas da altura fizeste-me pensar e acho que tens razão. Nunca tinha feito essa ligação e acho que é acertada.

  12. Pedro

    Se vamos falar no drone nesses termos acabámos por desfocar no que estavamos a falar. Os drones do Glenn Branca não tem nada a ver com as ragas indianas ou com os drones dos Earth. O facto de ter havido diferentes manifestações e criações de drones não invalida o que foi dito desde o inicio. Os Earth foram percursores em determinada forma de abordar e criar drones. Ou existiam no passado outras bandas a fazerem o som que os Earth fizeram nos primeiros discos? O exercício que fazes dá para fazer com qualquer banda que se diga original, basta recuar ao passado e ir desmontando as peças como um bom teórico musical poderia faze-lo. É bom ler o que escreveste, a importância da “New York School”… só não percebo a necessidade de o fazer para reconhecer a inovação que o Earth trouxeram, mais valia falar em tudo que os rodeou na altura que começaram, os Melvins entre outras cenas…..

    Concordo na referência feita aos Skullflower e aos Dead C

  13. the_Gathering

    Bem que podiam pegar nessas opinioes todas e partir a melhorar o artigo respectivo da Wikipedia…

  14. Luis

    Como disse, não estava a tentar tirar qualquer tipo de mérito ou valor aos Earth (que lhes reconheço) ou mesmo desconstuir o seu som numa míriade de referências passadas (como bem disseste, se fosse para entrar nesse jogo havia muito mais para dizer e falar além do drone), mas sim refutar uma frase como “nascimento do drone” que por mais inimportante ou aligeirada que seja, é incorrecta e grave ;) Por isso me limitei a constatar diversos exemplos sobre a história (conhecida) do drone na música ocidental, nomeadamente na composição e no rock. Não acredito que alguém ao falar de drone inclua os Earth na conversa, pois não tem muito sentido. Muito sinceramente acho que força e valor principal da banda não é esse elemento.

  15. Pedro

    luis, o que escreveste está excelente sobretudo para quem quiser saber acerca das origens do drone. De qualquer forma apesar de a frase da forma solta como surgiu poder suscitar posições como a tua, para mim torna-se claro quando se atribui aos Earth a criação do drone, ou a forma original dos seus drones. Não sei se alguém irá incluir os Earth quando decidirem escrever um livro sobre o assunto. Mas devem falar nos Sunn0))) que também trazem um rasto de referências e a principal são os Earth.

  16. ::Andre::

    eu quando escrevi “está no nascimento do drone e na morte do grunge” foi mesmo para criar discussão, discussão saudável. concordo com os dois – luís e pedro – mas creio que nunca haverá uma definição concreta do drone. eu queria reforçar a ideia que os Earth foram mesmo os pioneiros e é evidente que o grunge não morreu só porque o kurt morreu….

  17. Luis

    Vão é referir os scummO))) – já alguém ouviu falar? Investiguem…

    Em relação à questão do drone acho que estamos entendidos. Eu também percebi qual era o sentido da frase inicial, mas mesmo assim quis levantar a discussão (pois acho que deveria ser feita, mas acima de tudo por não concordar, apesar de perceber o sentido reitero).

  18. Luis

    We are not merely a sunnO))) tribute…we are the bobo sunnO))), the extra stripe on the fake adidas your mother bought you at K-Mart when you were 11. We are the sunnO))) for those who canno’t afford sunnO))) records on ebay.

    E para quem continua sem acreditar:

    http://sendhelp.org/video/scummm.mp4

  19. Pedro

    De qualquer forma o teu post está muito interessante. Quando quiseres desenvolver um texto sobre o drone manda que a malta mete no blog com todo o gosto. ;)

  20. Luis

    Obrigado. Terei todo o gosto, mas terá essa missão que ficar para mais tarde já que a falta de tempo imperará até outubro (ou mesmo até ao fim do ano). No entanto, teria sempre interesse fazê-lo com referências específicas a músicas específicas exemplificativas. Quem sabe, não daqui a muitos meses ;)

  21. Pedro

    Fixe era pegar no som do acordeão do Quim Barreiros e amplificar aquilo nuns drones pesados…. Quim BarreirOOO))))

  22. Luis

    Agora sem tanga, para drones e afins de acordeão aconselho: Pauline Oliveros – Crone Music (um dos discos da minha vida, dos muitos). Definitivo e obrigatório.

    No lado mais abstracto e por vezes áspero do acordeão também aconselho: Alfredo Costa Monteiro – rumeur.