FÆMIN

Maria Louceiro @ Amplifest

Maria Louceiro @ Amplifest


No ano em que comemoram os primeiros dez anos de existência, os Process Of Guilt preparam-se para dar mais um passo decisivo na sua carreira com o lançamento do muito aguardado FÆMIN e respectiva digressão de promoção. Na sequência dos muito elogiados «Renounce» (2006) e «Erosion» (2009) e da abordagem mais experimental de «The Circle» (2011), o quarteto – que se mantém imutado desde o início – atirou-se de cabeça ao exigente processo de concepção do terceiro álbum, visto em alguns círculos como definitivo na carreira de qualquer banda. Saíram do outro lado da experiência com força redobrada, traduzida no seu álbum mais surpreendente e revelador. Sem renunciar totalmente à lentidão que os caracterizou até aqui, o quarteto formado pelo Hugo Santos, Nuno David, Custódio Rato e Gonçalo Correia adopta uma atitude ainda mais contundente e uma coesão que inspira actuações cada vez mais convincentes.

Segunda-feira será um dia especial. Muito. Segunda-feira será dia de novidades dos enormes Process of Guilt: novo disco, nova editora, um tema para ouvir no bandcamp… Segunda-feira! O FÆMIN, discaço que a Amplificasom já ouviu, é o melhor da banda até hoje. Continua em loop. Mas enquanto o fim-de-semana não passa, críticas da actuação dos POG no Amplifest:

No que concerne à música portuguesa, o segundo dia do Amplifest contou com a imponente presença dos Process of Guilt. Depois de quarenta e cinco minutos de uma actuação em crescendo na principal sala do Hard Club, o quarteto deixou bem claro que merece a internacionalização mais do que ninguém. Caminhando a passos largos para uma maturidade sonora capaz de ombrear com o que de melhor se faz lá por fora, os Process of Guilt têm no seu próximo disco, o terceiro, um degrau decisivo rumo a uma maior consolidação da sua carreira, tanto em Portugal, como no exterior. E, depois de terem apresentado uma das músicas do novo disco durante o concerto, o doom dos Process of Guilt parece estar a ganhar ainda mais peso do que daquele que já patenteou em Erosion – e, desse álbum, soube tão bem ouvir The Circle; cinco dos melhores minutos de todo o festival.
in Ponto Alternativo

A representar as cores portuguesas estiveram os Process of Guilt, que foram Enormes e provaram mais uma vez porque é que são uma das incontornáveis bandas nacionais e não estão atrás do que se faz lá fora. Conseguiram ter o dom de nos envolver num crescendo de intensidade e sufoco que culminou com a apresentação de uma música nova. Tem sido notória a evolução da sonoridade destes senhores, que a cada gravação que passa caminham para um doom mais pesado e intenso e este concerto levantou o véu sobre o que poderemos esperar deles no próximo ano.
in Arte-Factos

Cada vez menos decalcados seja de quem for, os Process of Guilt misturaram alguns dos temas que já nos são familiares com material do vindouro FÆMIN e, com laivos dos próprios Godflesh que iriam fechar o festival, esmagaram as vítimas da Sala 1.
in Loud

Os Process of Guilt continuam a mostrar que há vida no Doom português. Com “The Circle” lançado este ano a mostrar o amadurecimento da banda, o concerto trazido ao Amplifest deliciou o público presente.
in Rua de Baixo

Após magro jantar, seguiu-se o concerto dos portugueses Process of Guilt que chegou para encher e transbordar as minhas medidas. Foi o primeiro concerto que vi deste quarteto, para muitos a maior esperança portuguesa dentro do doom/post-metal (juntamente com os Lobo) e, durante 45 minutos, houve um throwback à atmosfera pesadíssima e negra que os Rorcal apresentaram no dia anterior, confirmando que os Process of Guilt são, sem dúvida, dos melhores projectos nacionais da música extrema.
in Vice

Pelo meio, tocaram os parisienses Dirge e os eborenses Process of Guilt, ambos no campeonato do post-metal que, pela quantidade de adeptos que continua a granjear, leva a pensar que ainda há muito a espremer do espólio dos Neurosis.
in Festivais de Verão

On the brink of the release of a new album, Process Of Guilt throw two of the new cuts into their usual setlist and they go down a storm.
in Rock-A-Rolla

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