Fragmentos daquilo que somos

Não é descoberta nenhuma dizer que a Arte sempre esteve ligada a todos os aspectos da nossa vida, embora o próprio conceito de Arte seja discutível e dependente do modo como a vemos e sentimos, porque parte daquilo que somos e do que conhecemos.

Tomei a opção de enveredar pelas Artes Plásticas, e embora já me tenha arrependido algumas vezes (não tanto pela área em si ou pelas suas possibilidades, mas pelo diminuto papel e valor que (não) lhe reconhecem e pela intelligentsia académica), sinto sempre que me arrependeria ainda mais se não tivesse escolhido este caminho – na verdadeira acepção da expressão: damned if you do it, damned if you don’t.
Por necessidade de uma reflexão pessoal sobre as minhas próprias opções, aproveito esta oportunidade para partilhar convosco alguma das referências que, em certa medida, me definem.

Há alguns autores cuja obra me agrada particularmente e outros que me dizem ou disseram muito em certas fases da minha vida, mas não posso dizer que tenho um conhecimento muito actualizado do que se faz hoje em dia, não só porque, a maior parte das vezes, pouco me interessa mas porque me afastei desses domínios, por ter encontrado outros, mais trabalhosos e difíceis mas, estranhamente, mais recompensadores.


Embora existam muitos outros autores que poderia aqui colocar, preferi seleccionar alguns dos mais importantes, até por necessidade de concisão – seria como se me pedissem para indicar os meus grupos ou músicas preferidos – teria material para muitos e muitos posts…


Não sei se o tema pode ser de interesse para alguém, mas, quanto mais não seja, postam-se mais belas imagens, neste blogue tão diversificado. 
Estas são, digamos, imagens representativas da obra de alguns desses autores que, pelo muito que já me disseram, tornaram-se, de algum modo, parte de mim.
Não são também as nossas referências que nos definem?

Caspar David Friedrich Der Mönch am Meer, 1808-10
Ernst Fuchs A Woman´s Reflection in a Row of Houses, 1946
Frantisek Kupka Resistance, or The Black Idol, 1903
(os aficionados pelo mito clássico dos vampiros poderão reconhecer esta imagem do filme do Coppola)
Fernand Khnopff, The Abandoned Town, 1904

Hans Bellmer (imagem retirada daqui)
Hieronymus Bosch, The Tempation Of St. Anthony, 1510
(vale a pena ir ao MNAA para ver este tríptico fabuloso)
Jean Delville, Parsifal, 1890
Katsushica Hokusai, The Great Wave of Kanawaga, 1830-33
(a minha gravura preferida de Hokusai é esta, mas não a posso colocar aqui)
M.C. Escher, Reptiles, 1943
Max Ernst, The Robbing of the Bride, 1940
Johann Heinrich Füssli, The Nightmare, 1782
Albrecht Dürer, Melencolia I, 1510

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