“Gostava de entrar na audiência na Catedral.”

Nos últimos anos, o holandês Josef van Wissem tem vindo a construir um corpo de trabalho impressionante á volta do alaúde, ora na bonita solidão da auto-suficiência, ora em colaboração com gente boa como James Blackshaw, Keiji Haino, Tetuzi Akiyama, Jim Jarmusch ou mais recentemente Loren Conners. Sem muita concorrência pela frente, Josef van Wissem tem mudado a forma como vemos o alaúde, ao colocá-lo ao serviço da música avant-garde e do experimentalismo. Com excelentes resultados práticos. Aproveitando o regresso de Jozef van Wissem a Portugal para dois concertos (no Amplifest 2012, no Porto, e na festa de encerramento do doclisboa 2012, em Lisboa), lançamos algumas perguntas que o músico holandês respondeu com economia de meios (andar em digressão não deve ser fácil) mas sem deixar nada por dizer. Feitas bem as contas, apetece dizer que o alaúde está definitivamente de boa saúde.

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