Han Shan para acompanhar com chá e scones

Hoje meditei numa distante falésia
Depois de muito tempo bruma e nuvens retiram-se

Um só caminho: o curso da fria água clara
Ao longe o cimo dos montes verdejantes

Calma a sombra matinal das nuvens brancas
A luz do luar brilhante flutua

No meu corpo não há pó nem sujidade
Porque está meu coração inquieto?

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A vida humana situa-se na agitação da poeira
Exactamente como um insecto no meio de uma bacia

O dia todo avança girando girando
Não sai do meio da bacia

Os imortais não podem ter
Preocupações planos sem fim

Anos meses são como água que corre:
De repente está-se velho

Han-Shan (versões poéticas de Ana Hatherly)

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