Já não se diz olá?

Depois dum fim-de-semana extra-prolongado, já de volta à rotina habitual que acompanha os dias de trabalho, não tardou muito até que começasse a reproduzir memórias formadas durante a semana passada, mais especificamente dos concertos de Kyuss Lives!, Boris e Secret Chiefs 3.
Numa reflexão mais a frio, é possível traçar paralelos entre as bandas quanto à sua postura em cima do palco, pelo menos no que diz respeito à comunicação com o público, ou melhor, à falta dela.

O que é a música senão uma forma de expressão e por conseguinte, uma tentativa de comunicação? Porém, intriga-me que todas estas bandas releguem quase por inteiro o diálogo, porventura a forma mais básica de estabelecer uma relação de intimidade com o público. Esta espécie de afastamento voluntário será sobretudo uma opção estética ao invés de dificuldades linguísticas, sendo uma escolha cada vez mais comum por parte dos músicos.

Hoje em dia é comum ver bandas a promover uma espécie de amizade virtual, deixando os fãs entrar na sua esfera pessoal através do uso de redes sociais, studio reports e afins. Parece portanto paradoxal que se relegue o contacto verbal quando se deparam fisicamente com o espectador. Não acho isto moralmente errado ou desrespeitoso, mas creio que é indicativo duma mudança. Falta saber até que ponto as coisas vão mudar.

E para não deixar o post sem música, aqui fica um crowd greeting à boa “maneira antiga”.

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