Kenaz, Gebo e Wunjo (Kashf)

Kenaz, Gebo e Wunjo; hoje falo de três runas e completo o primeiro aettir.

Kenaz é o archote que ilumina, mas é igualmente o domínio da tecnologia. O fogo do altar, da forja e da pira.
Esta runa é a da Prometeu, de Lúcifer e de Loki. Dos que desafiaram os deuses e partilharam o conhecimento com a humanidade.

É a runa de Hermes por excelência e no processo alquímico, seria o solve do solve et coagula.

Gebo é a prenda. A dádiva da consciência, da forma e do sopro vital.

O acto de dar fortalece os laços. É a runa do intercâmbio de poderes.

Por fim, wunjo.

Esta runa representa a alegria dos que se unem com objectivos comuns. Dos que partilham e assim fortalecem laços.
Wunjo simboliza também a harmonia, não só pessoal e interior, mas também com o ambiente, exterior.

No solstício passado convidei umas pessoas para um evento na Fábrica de Som, chamou-se Kashf.

Kashf é um conceito Sufi que define um estado de iluminação obtido pela sinceridade. Abrindo o coração é obtido conhecimento divino.

Tocámos – foi improvisado, alguns nem se conheciam antes de tocarem – durante duas horas e foi muito divertido, sem dúvida.
Tínhamos músicos (e não só) para todos os gostos: João Filipe (de inúmeros projectos para os mencionar todos) na bateria, Franklin Pereira na sitar, João no didgeridoo, Pedro P (dos Structura) com coisas electrónicas, Pires com barulho, Paulo (Arcano Zero) com vozes e efeitos, eu com samplers, incenso e APC e o Francisco Cardoso com vídeo e strobes.

Fica um vídeo com um bocado do Kashf para ilustrar as três runas: a obtenção do conhecimento, a dádiva e a alegria.

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