Lamb of God – Sacrament

Este é já o 4º disco destes rapazes da Virgina sob a designação Lamb of God.
Eles são uma das principais bandas de metal a sair das Américas nos últimos anos, e como tal são também dos principais responsáveis pela criação da etiqueta NWOAHM.
A estreia pela Major Epic – Ashes of the Wake – de 2004, foi considerado um dos melhores daquele ano por várias publicações da especialidade, mas, apesar de ser um bom disco e do som estar mais bem projectado graças a uma produção muito mais polida, lembro-me de não ter ficado completamente convencido, não sei se foi pelo facto de As the Palaces Burns ter sido um disco tão forte que fez com que AotW me soasse a mais do mesmo mas sem a capacidade de fazer de cada Riff algo memorável :-s
Bom, o que é certo é que Sacrament está a ter um impacto maior. O conteúdo do disco não é nenhuma surpresa, emana a mesma ferocidade e agressividade de forma implacável, só que desta vez com uma outra expansão a territórios melódicos e simultaneamente mais sombrios, como acontece em Again We Rise e Descending, duas das melhores faixas, com alguns efeitos e samples lá por trás.
Não é que vá mudar a opinião de alguém, quem não gosta de LoG continuará a não gostar, mas o que marca mesmo a diferença é o trabalho vocal bastante superior, menos estereotipado, com uma dinâmica e expressividade que incutem uma personalidade muito maior, mas que também é suportado pela produção, porque por variadas vezes ouvimos diferentes camadas que ajudam a “encher” o som.
Quanto à orquestra, o ritmo continua a ser regulado pela bateria de Chris Adler, com a precisão e poder habituais, que são já imagem de marca. As guitarras gémeas sempre ao ataque debitam mais leads e solos mas é no poder dos Riffs que continua a residir o groove da música. O baixo é mais audível do que em qualquer outro disco e ajuda ao tal “enchimento” do som.
Sacrament é um dos discos mais amigos do moshpit que foi/será editado este ano e os LoG são daquelas bandas que lamentavelmente ainda não pisaram território nacional.

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Comentários

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  1. ::Andre::

    este nome ñ me é nada estranho, nada mesmo. esclarece-me: eles vieram a lisboa com os KsE e os 36?

  2. naSum

    acho q não andre. kem veio com KsE e os 36 foram os five point 0 senão me engano.

    quanto ao disco já ouvi algumas vezes e tá mto fixe. parabéns bro por + um texto inspirado ;)

  3. Crestfall

    Err “os LoG são daquelas bandas que lamentavelmente ainda não pisaram território nacional.” ;-)

    Qual texto? :-P

  4. ::Andre::

    ahhhh, obrigado então. por algum motivo estava a confundir as duas bandas. ñ tenho nada destes…

  5. PoisonGodMachine

    LoG continuam iguais a eles próprios… continuam a aborrecer-me ao fim de 3 ou 4 músicas! :P

    É mais do que óbvio que estes mouços tocam muito bem, mas por algum motivo, talvez o estigma de terem vindo nesta recente vaga de bandas americanas – a tal NWOAHM – ou simplesmente a voz podre que têm – porque há podre e podre, este não é o podre que eu gosto – não consigo encaixar o som deles.

    Disseste bem, “quem não gostava de LoG, continuará a não gostar”!

    Dou-lhes 20 pela consistência! ;P

  6. ::Andre::

    o senhor Cavalera diz que bandas como os LoG não são tão entusiasmantes e verdadeiras como so Sepultura ou Pantera foram…

  7. Crestfall

    Poison: O teu problema é mesmo o estigma na nova vaga americana, o tal metalcore :-) Pelo menos tens que admitir que a voz está bem melhor!

    André: O Max Cavalera que não me lixe, há mais de 10 anos que não faz nada de entusiasmante e os Sepultura quando começaram tb emulavam bem os seus ídolos :-P
    Tb é verdade que o single Redneck tem ali alguma coisa de Pantera :-)
    Deve ser em jeito de homenagem ao Dimebag.