Maria Minerva: a estónia, o Blake, a Vogue, o vídeo oficial e o concerto no Porto


“Cabaret Cixous” é o terceiro momento de Maria Minerva neste ano. O disco esperado depois da óptima estreia com a cassete “Tallinn At Dawn” (Not Not Fun) e o maxi “Noble Savage” (100% Silk), apontamentos possíveis do que viria a seguir na carreira desta jovem da Estónia que agora reside em Londres. De todos os lançamentos recentes da Not Not Fun, este é o mais aberto em termos de audiência que a editora colocou cá fora e, provavelmente, aquele com mais glamour genérico na sua história. A atenção que a cantora tem tido à sua volta é disso exemplo (até já chegou à Vogue francesa) e há aqui um chamamento para uma versão feminina de um James Blake ou de um Jamie Woon, embora os territórios sejam distintos. A comparação vem da agregação de componentes pouco usuais na música popular (em James e Jamie é o dubstep, por exemplo) e a função e fusão desses géneros num formato canção indefinido. Aqui a vertente cai muito para o europop dos anos 90 (algo que a 100% Silk, editora irmã da Not Not Fun, tem seguido) e a desacelaração dos beats que está em voga como manto por cima de uma voz desleixada, imperceptível, hipnótica (tal como em Grimes ou Lauren Halo). É um mundo paralelo a Lady Gaga, mas é um mundo. “Cabaret Cixous” é, provavelmente, a afirmação mais visível, hoje, desse momento.
in Flur

Antes de RUINS alone, Maria Juur que toca hoje no Lounge em Lisboa, sobe ao palco do Passos para a apresentação do seu novo trabalho. Mais uma noite eclética via Amplificasom que vale apenas 5€ (!!!) na apresentação do bilhete do Amplifest. Portas às 21h30, início às 22h. Tragam sorrisos.

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