Mas os Bohren não são banda que se escute ignorando, como o parece ser a premissa do som lounge; é impossível não sentir o medo a trepar-nos pelo pescoço, imagens mentais de uma cidade nocturna a atravessarem-se-nos à frente, um saxofone a puxar-nos para o centro da acção, um assassinato, um jogo de cartas num bar sombrio, uma mulher perdida por bairros desaconselháveis. Antes de actuar pela primeira vez em Portugal, Morten Gass respondeu às perguntas do Bodyspace.

Já deviam ter tocado em Portugal há três anos, mas esse concerto foi, infelizmente, cancelado. Que expectativas têm para o Amplifest, considerando que vai ser a vossa primeira vez por cá?

Para lá do bom tempo? Bem, como disseste será a nossa primeira vez em Portugal, por isso não temos expectativas algumas. Tal como com qualquer outro lugar em que tenhamos tocado. Até na Alemanha acontece o mesmo. Quando tocas num sítio novo, não sabes o que esperar, mas, entre nós, desenvolvemos um pequeno truque: assumimos sempre o pior e, em 99,5% dos casos, acabámos agradavelmente surpreendidos.

Podes assumir o melhor e mesmo assim será um dos concertos da tua vida, caro Morten. O resto da entrevista da Bodyspace pode e deve ser lida clicando aqui. Quanto ao concerto, à viagem de uma vida se quiserem, terá lugar dia 27 às 21h45 na Sala 1 do Hard Club.

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