Matana Roberts: “COIN COIN…” foi um dos discos do ano passado


“Coin Coin belongs to the most important Jazz records of the past 10 years! If Matana Roberts keeps going like this she definitely will become thee spokeswoman for a new, politically conscious and refractory Jazz scene.” in Jazzthetik

“An avant-jazz concept album performed live, Coin Coin is an uncompromising listen…inventive, sapient and engrossing, it’s not an easy listen, but it is an exceptional one.” in The Skinny

Verdadeiro patch-work de estilos a lembrar o mais puro avant-garde de Archie Shepp ou Coltrane (“Kersaia” poderia ter nascido no período Coltraneano final) ou do já citado Sun Ra (…). in Jazz 6/4

COIN COIN sublinha, acima de tudo, a qualidade de composição e de interpretação de Matana Roberts. Não sendo excessivamente complexa, a sua obra incute interpretações e imprime histórias. Desviando-se elegantemente do alvo cinematográfico que alguns lhe poderão posicionar, resta, no fundo, pouco espaço às imagens como a quem assiste a um mero filme. Como objecto intrigante que é, descobre-se a seu tempo. Da teatralidade existente, ao escape eminente, esta é música de pouca espinha e muita carne. Para já, um dos pontos altos deste ano. Nuno Afonso in Mescla Sonora

O nome é si é apelativo. Provindo do hebraico, Matana significa “dádiva” e esta saxofonista norte-americana tem tentado fazer jus ao nome, não só em nome próprio (como neste Chicago Project dedicado à sua cidade natal), como também enquanto acompanhante de certos colectivos canadianos, uns de acrónimo GY!BE, outros chamados variações de Silver Mt. Zion. Chicago Project foi o primeiro álbum na Central Control (em 2011 já lançou pela Constellation) e impressiona não pelo estrebuchar tresloucado do saxofone, mas pelo entrelaçado de um som moderno ligado ao free jazz e dos muito presentes aspectos clássicos. Logo em Thrills compreende-se o espírito antigo no corpo jovem de Roberts, quando no espaço de apenas quatro minutos é capaz de dar azo a esses clássicos no começo, lançando uma pitada de desvario a partir de metade e regressando a casa para finalizar. O ponto alto do álbum é a evidente Love Call, uma canção de amor que passa por brado desesperado em busca de algo, de alguém, de uma resposta. O álbum podia (e devia) encerrar com For Razi, mas Roberts preferiu acrescentar uma frase mais após esse ponto final. Quem sou eu para negar o começo inevitável na sequência de um qualquer fim? Tiago dias in Bodyspace

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