Mothlite – The Flax of Reverie [2008]

Será que o Cinematic-Art-Rock existe? Se não existir, eu declaro o tema The untouched dew como pai/criador/primogénito/ovo/galinha da coisa. Retalhado em passagens dronicas sinistras, arranjos de cordas luminosos e lúgubres, suturado por instrumentos de sopro melancólicos e ruidosos, piano, órgão e percussão sensual, todo um conjunto de instrumentos aglomerados em cacofonias ou distanciados por apontamentos lentos e solitários. Mothlite é mais um projecto do mui criativo Daniel O’Sullivan, não é pretensioso mas é Artsy, e, já agora, Avant-garde. Não é certamente um projecto fácil de catalogar. The Flax of Reverie aparenta uma sensibilidade similar à de uns Ulver, alimenta-se da(s) atmosfera(s) que consegue criar, e apesar de ser maioritariamente instrumental, parte da vibração fantasmagórica deve-se ao poder tóxico das vozes.
Não é de arrebatamento instantâneo, e não se padece com uma audição desatenta, mas, eventualmente, pode-se tornar numa obra impressionante.

Comentários

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  1. ::Andre::

    Estou a ter uma relação engraçada com este álbum. Ora vamos sair para um copo, divertimo-nos imenso, or ficamos uns tempos sem nos falarmos… Ainda não nos conhecemos bem, mas o importante que é gostamos quando tamos juntos. :)

  2. Saturnia

    Engraçado!!! acabei de sacar este albúm ha pouco tempo e está muito bom.

  3. Crestfall

    Oh andré, vê lá se passas mais tempo com o objecto (virtual) que ele tá carente e merece a tua atenção.

    Saturnia, e particulamente o The untouched dew, não é qualquer coisa? :)

  4. Pedro

    Gosto deste disco. Subscrevo o que foi escrito, e muito bem escrito.

    pedro nunes

  5. Crestfall

    Então andas a sair com o virtual e agora queres o original?!

    Ei pedro, eu sei, lembro-me que chegaste a ter esse “nome” no msn ;)