Myrskog – extreme metal for the old millenium.

Vagos 2011.
Depois da já esperada sessão de bocejos com o ex-(careca + imperador), da sessão de fixeza do outro careca imperialmente sinistro sinistro (só faltou terem feito uma fuuu-são em palco), e citando o não-imperial Nero (dos WAF, aquela banda supercool que lançou um disco muito giro no ano passado e que todos deveriam comprar 2 cópias), o concerto de Morbid Angel foi um soco d’O Grande Bode nos dentes, e até na barriga.
Não que eles tenham tocado a Radikult (fosga-se, a rima do “killacop” TEM piada) e que o Vicente tenha maus dotes de stand-up comedian wicca, mas o Trey Azagthoth, debaixo daquela peruca vidal sassooniana toda, mandou e cagou a LEI gran-caprina em estéreo.
Contudo, do lado oposto do palco, e com cara de transformista-pirata, estava outro igualmente virtuoso guitarrista das terras nórdicas. E são os Myrkskog, sua principal banda, que vou referir a seguir.


Há pouco mais de 10 anos, surgiu uma mini-onda/moda baptizada de “Extreme metal for the new millenium”. Caracterizada por uma quase perfeita mistura entre o black e o déss metal, de tons “futuristas”, misantropia limpinha e som/produção a cargo de um estúdio qualquer no meio do campo (akkerhaugen studios, de um ex-pré-imperador). Realça-se o primeiro de Zyklon (nem é preciso sublinhar o quão aborrecidos são os álbuns puramente déss que vieram a seguir – e, por amor do GB, tem o DAEMON A BERRAR À BRUTA), o segundo de Cheerios (sim, a banda promessa do BM “tuga”, que rapidamente desvaneceu – mas que também TEM O DAEMON AOS BERROS em 2 ou 3 faixas) e o Deathmachine de Myrkskog.
Não sei que raio passou entretanto, mas após tanta “promessa”, Zyklon diluiu-se em déss metal ultra chato (pudera, o Daemon deu de frosques), SiriuS esfumegou-se (Nuclear Blast, lol) e Myrkskog lançou apenas mais um álbum, aparentemente de “Brutal Death Metal”. Quiçás às contas disso viu eu o mocinho no sábado passado ali a tocar com os EU SOU MÓRBIDO, ainda bem para ele.
Anyway, o único comentário a fazer no meio desta aparente blastfbeatfonia toda é: não vos apetece assobiar aquela “melodiazinha” no final da música?
Pois, o resto do álbum é mais ou menos assim.
Música para assobiar enquanto a geração yobiana estragada (as in spoiled) pelo Nanny State britânico se diverte a destruir impunemente propriedade privada alheia e os Bancos Centrais europeu e americano se divertem a destruir as economias mundiais num mar de linho, algodão e tinta a desvalorizar até ao infinito.

Comentários

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  1. João Veiga

    déss metal m/ rofl
    boa review desse dia do Vagos também :P