O Backline do Ângelo: o ProCo RAT

Hoje:

Como talvez tenham reparado, a renovação da minha estadia aqui no blog veio com uma mudança no título da rubrica: a partir de agora tentarei abordar não apenas as guitarras em si, mas também baixos, amplificadores, pedais. Pouco mudará, portanto.

Hoje escolhi debruçar-me brevemente sobre um dos mais famosos pedais de distorção de sempre – o ProCo RAT.

Stephen O'Malley

Generalidades aborrecidotécnicas:

O RAT é produzido pela ProCo Sound desde 1978, tendo conhecido várias versões ao longo dos anos – infelizmente, as versões actuais são produzidas na fábrica da Neutrik na República Popular da China, já não contam com o tradicional chip LM308N das versões anteriores e consta que não são grande espingarda.

Os modelos RAT em produção são o tradicional RAT2, as variações “You Dirty RAT” e”Turbo RAT” e ainda o Deucetone RAT (que basicamente consiste em dois RAT numa só caixa).

Algumas características:

– Tipo de efeito: distorção/fuzz;

– Controlos: ganho, tonalidade (filter) e volume;

– Preço: entre 70 e 100€ para os modelos RAT2, You Dirty RAT e Turbo RAT. Cerca de 200 para o Deucetone RAT e para a reedição da versão Whiteface de ’85.

 

Justin Chancellor

Onde é que já a ou|vimos:

Nas pedalboards de músicos como Stephen O’ Malley,  David Gilmour, a malta dos Sonic Youth, o Kurt Cobain, a malta dos Radiohead, os dois guitarristas dos This Will Destroy You, o Yoda dos Mono, o Steve Von Till dos Neurosis, o Buzz dos Melvins, guitarristas de jazz como o Scofield e o Rosenwinkel e até de baixistas como o Justin Chancellor dos Tool e o Brian Cook dos Russian Circles.

 

Brian Cook

Até para a semana:

\m/

Comentários

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  1. Joao

    excelente… mas lá está… essa gente usa toda os modelos antigos :( e para comprar desses deve ser preciso pôr o traseiro a render lol

  2. ty

    Eu consegui um made in USA a bom preço, é questão de estar atento e ter um pouco de sorte ;)

  3. Sérgio

    Gostava de deixar a minha contribuição: tenho um ProCo RAT2 (daqueles tais made in china). Posso dizer que, antes de comprar qualquer peça para o meu “rig” pesquiso, leio, ouço, muitas coisas, para não fazer asneira na compra (uma vez que, infelizmente, em Portugal é muitas vezes difícil experimentar antes de comprar). Decidi arriscar neste. Não estou minimamente arrependido. Pode não ser tão bom como o que traz o LM308, mas combinado com um bom amplificador a válvulas, sozinho ou com outro pedal a fornecer-lhe um boost, conseguem-se bons sons clássicos desde uma distorção moderada até uma espécie de fuzz potente. Conseguem-se tirar aqueles sons clássicos à la Led Zeppelin ou mesmo umas tonalidades estilo Pink Floyd adicionando-lhe um bom delay em cima. É só uma questão de encontrar a combinação certa e mexer nos botões. Às vezes não é preciso gastar rios de dinheiro num pedal de “boutique” para ter “aquele som”! Abraços a todos e parabéns pela rubrica que tenho seguido com atenção.