O meu reino por uma baguete – Ep 3 – GAS e tascas

Ainda há pouco nos despedimos do contributo do Ângelo e os seus amps, guitarras, baixos e palhetas de silicone que talvez seja eu a inventar esta última parte, e cá estou eu para voltar a falar nestas coisas do GAS. Mas o que tem de ser tem muita força.

Mas mais uma vez, para aqueles que já tenham subido o elevador da torre eiffel ao ponto do vómito ou visto o castelo encantado da disneyland mais vezes do que o Starship Troopers, esta é a Paris do meu dia a dia. E como músico não podia deixar de mencionar as ruas onde se podem comprar guitarras, baixos, pedais analógicos, amps e tudo o que possam imaginar relacionado com instrumentos musicais. Até porque podem vir cá e encontrar bons negócios, não é só Londres que é “a cena”.

Rue Victor Massé – Rue de Douai

You drew first blood

Vamos começar depois do almoço, que vocês vão fazer na rua dos Martyrs. Uma rua muito “in”, jovem, uma livraria adorável e uma charcutaria com coisas de porco típicas da Córsega. Aí há boas esplanadas para se dar ao dente, com opção vegetariana. Mesmo antes de chegarmos ao boulevard de Rochechouart corta-se à direita et voilá, a magia de dezenas de lojas dedicadas a todos os amantes de música desvela-se perante os vossos olhos esfomeados. Estende-se quase um bom kilómetro entre a Rue Victor Massé e a Rue de Douai. Temos de tudo malta: desde a foleirada pra iniciante até à loja para os fãs mais exigentes, incluindo esta da foto onde o John afiou a naifa de mato, só dedicada a pedais. Digo-vos, eu moro a 10 minutos a pé daqui e desde que cá estou só lá fui duas vezes. Dói demasiado na alma gente. Mas se forem equipados com euros e com a ideia de comprar qualquer coisa, então não podem falhar.

Churrasqueira O Galo

Que belo pito

Churrasco. É que é das cenas que mais saudades tenho de Portugal, um belo pitinho assado na brasa com arroz, batatas, salada e uma cola. Quando descobri isto, chorei. Não só pela variedade de pratos, mas porque é realmente o único restaurante português em Paris intra-muros que se pode orgulhar do nome. É um tasco, em todo o esplendor que a palavra ostenta. Todo o rumor de uma infância e de muitas jantaradas de família e amigos está ali. A maior parte dos restaurantes portugueses aqui são uma desilusão, metem uma roda de navegador na parede e uns azulejos e depois nem português falam e o menu tem mais pratos franceses que portugueses. Até já encontrei uma bifana a 8,5€. Um escândalo.

Acrescentei este tasco porque fica na Rue Dunkerque, uns 20 minutos a pé das lojas que vos falei, e nada melhor que jantar em casa depois do desamparo de passar um dia a olhar para strats e hiwatts e EHX e não poder comprar nada. Vida malvada.

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