Olelé Brut

Há uns tempos descobri (através dos amigos dos amigos no MySpace) este projecto curioso que dá pelo nome de Olelé Brut.

Musicalmente o primeiro chavão que salta aos ouvidos é o de “chiptune” embora, numa análise mais atenta comecemos a reparar que não é só – não desfazendo dos chiptunistas que por aí andam, este genre tende a ser um pouco limitado…

A verdade é que neste album noto algum cuidado adicional no modo como o som foi tratados, seja pelo uso simpático da distorção ou dos delay ou lá pelo que for, e esse cuidado adicional separa-os um pouco de outras coisas que já ouvi idênticas.

É sujo e arrastado (a faixa “Four” é quase épica), dissonante quanto baste de vez em quando e muito espacial (“Raimon Nana”). Tem também alguns momentos de terror sónico quando entram as square waves do inferno a fazer sangrar os tímpanos (“Merda di Talardo”) que poderiam ter sido feitos por um qualquer grande nome do Japanoise ou da Power Electronics.

Fica aqui a “Golden Pussy” que me faz lembrar as coisas giras que a NDW fazia nos antigamentes.

O album está disponível, gratuitamente, na página da editora suRRism Phonoethics. Já agora, havendo tempo, aproveitem e leiam o Manifesto deles que tem algum interesse.

Comentários

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  1. ::Andre::

    Tema engraçado… Fiquei curioso para ouvir o resto do álbum embora à primeira vista note nas tuas palavras uma excitação com a qual não me identifico. A ver…

  2. Rodolfo

    andré: :D notas uma excitação nas minhas palavras?

    é mais uma curiosidade do que um album genial, calma.

  3. ::Andre::

    Talvez o adjectivo seja exagerado, mas valeu a partilha.

    Quando nos mostras algo teu?

  4. Adriano

    Para quem quer ser surpreendido por paredes sónicas recomendo o último tema que dá nome ao último CD dos Yellow Swans – Going Places. Noise Absurdamente Contagiante e Poderoso.

    Para os menos pacientes, metam aos 6 minutos e deixem-se levar até ao fim.

    a,