Ontem, a 1ª nova foi assim

Comentários

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  1. ::Andre::

    A tal que se vai chamar “Porto” :P

    Gosto muito (Daniel, se tás a ler isso manda-me o audio pá!!). Durante o concerto senti um distanciamento subtil do “The bees…”.

  2. naSum

    O crest tá-se a tornar 1 realizador do caraças. Até planos e Forragens faz agora! lool. Por acaso esta malha é muito boa

  3. Crestfall

    Eheh agora dedico-me aos estofos, mas tb faço paredes :p

  4. Ilídio Marques

    Esta está qualquer coisa. Vim a falar nesta o caminho todo para casa.

  5. anauel

    Se a inveja matasse não estava a escrever estas palavras neste preciso momento…

    F###-##!, quem me dera lá ter estado.
    (e agora vou chorar-me ali para o canto…)

  6. Gomes

    Deve ter sido brutal..
    Já agora, que músicas tocaram para além das 2 novas?

  7. Crestfall

    Toda a gente com quem falou tb achou as duas novas muito boas.

    Basearam.se muito nas abelhas.

  8. Susana Quartin

    "Se a inveja matasse não estava a escrever estas palavras neste preciso momento…" x2

    Mais vídeos! Adorei este.. grande qualidade de áudio e imagem.

    E a música, a música <3.

  9. Susana Quartin

    (não consigo parar de ouvir, é tão bonita *_*)

  10. Luís Pires

    Esta foi mesmo dos pontos altos do concerto, grande música!

  11. Saturnia

    O concerto foi simplesmente magnífico!!
    E esta por acaso foi a que gostei mais… por momentos pensei até que estavam a invocar uma tempestade e que podia começar a chover atras deles…

  12. Saturnia

    Pensei que a musica nova tivesse como titulo “it was not my fault”

    =)

  13. Dromos

    gomes – carrion crow,rise to glory, engine of ruin , hung from the moon , carrion crow, filament…

    lembro-me destas..

  14. Dromos

    e acho que juntamente com a ouroboros is broken e as 2 novas foram todas, se nao me engano.

  15. Minimal.Goat

    Deixo tambem aqui a review que ‘publiquei’ na last.fm.

    “O abrir da noite, o apaziguar das emoções, o ambientar do corpo e da mente ao espaço e ao som, esteve a cargo do senhor Jorge Coelho. Sem apresentações. Não anunciadas, as notas começaram a espraiar no ambiente da sala, corridas, formando padrões, timidamente, e as cabeças começaram a focar-se no palco, era a inauguração oficial daquilo que foi e será, para sempre, um dos melhores períodos da minha existência neste mundo.

    Os padrões transmutam-se, lentamente, indecisos, da guitarra de Jorge Coelho, acústica, eles já não tão acústicos assim, saídos dela, inchados de volume, distorcidos, procuram conjugar-se uns com os outros no meio da improvisação solta que os dedos desencantam não se sabe de onde. Melodias suaves, suaves no toque, no encantamento do ouvido, suaves na duração, substituindo-se umas às outras, no nervosismo de crescendos, perdem-se, matam-se, quando o som regressa à calma de notas abafadas, à vez, procurando novo sentido para o improviso, e quando se matam, matam tudo. Deixa de haver nexo, o som é um deserto, um novo sentido é encontrado para o improviso prosseguir, mas pouco sentido faz, e as notas enfurecem-se, assim como se enfurecem as investidas de Jorge Coelho contra a guitarra, desabando a palheta sobre as cordas, estoirando elas de som, sobressaltando-se a sala. O clímax é forçado, o barulho é zangado, o aspecto embaraçoso, e tudo acaba, termina entre palmas, merecidas sim, mas no meu coração pouco mais ficou para além da amargura. Não gostei de Jorge Coelho…

    Mas os Earth vêm ai. Depois da pausa, chegaram, Adrienne Davies, Don McGreevy, Dylan Carlson, Steve Moore. Mal tinha visto algum deles antes, em imagens ou assim, nem tão pouco li algo sobre as vidas destas 4 pessoas, a única coisa que me puxou da margem sul até ao Porto no dia 31 de Março de 2009, foi a sonoridade de Earth, que julgava amar, que cegamente compreendia, e que quando de lá vim, no principio do primeiro de Abril, ironicamente, trouxe e para sempre trarei, a mais irrefutável das certezas. Pois que o concerto a que assisti e que de seguida tentarei descrever é a maior prova e razão que me podiam ter dado para que eu já mais duvide da verdade simbólica das palavras que aqui deixo cravadas:

    “Amo Earth, amo musica, isto é ar para os meus pulmões.”

    No instante em que as baquetas se debruçaram, suaves, sobre os pratos, o pé pressionou a pedaleira, o baixo vibrou, a tecla se metamorfoseou em som e a guitarra bocejou um primeiro tom, tudo em simultâneo, a primeira assimilação de Earth ao vivo, o suficiente para que se interioriza-se em mim a razão de ser dos concertos, a pureza de ter a banda a tocar para nós, ali à nossa frente, o diálogo sem fronteiras entre musico, musica e ouvinte, a transmissão total de intenções e impressões entre notas e ouvidos, a relação absoluta da musica com o ser humano, os CDs são uma fraude, a música empacotada em qualquer objecto legível por leitores de som é algo desprezível, sim, horroroso. Bastou aquele instante para perceber que todas as audições que fiz do The Bees Made Honey In The Lion’s Skull não passaram de mentiras, deliciosas mentiras… As vibrações que não senti ao ouvir o álbum em casa, o peso do dialogo melódico progressivamente desenvolvido na guitarra do Dylon, tudo ali, a meus olhos, a arrepiar-me as carnes, a majestosa bateria, à semelhança de Apollo, sustentando todo aquele monólito sonoro, e manejada com uma tal ritualidade e encanto pela Adrienne, que era olhar e cair em hipnose, se não se estava já convalescente, com o vagar característico em que se formavam as paisagens sonoras de peso e densidade colossais, apesar da falta de distorção, pelo contrário, Earth estão mais esmagadores!
    Ah, mas eu e aquela guitarra, com os botões do avesso, lindíssima, que conversas tivemos nós! Os riffs dela são claramente os protagonistas destas composições mais recentes, lá onde as abelhas fazem mel no crânio de felinos, são de tal maneira melódicos, é transcendente ouvi-la a cantar. Todas as musicas aliás, senti-o claramente, entrava-me por mim a dentro, possuem uma extraordinária essência melódica e harmoniosa, convergente emocionalmente, germinando em mim um bem-estar sereno e agradável como que uma brisa marítima atenuando o sol pujante. Constantemente o baixo abraçava-nos com as suas trepidações, e parecia-me estar a assistir ao espectáculo emergido num qualquer líquido caloroso e ofegante. Por vezes o teclado rodeava as notas da guitarra, desdobrando-se em escalas ascendentes e descendentes, um vai e vem que encerrava sempre na nota perfeita, vago, desviando ligeiramente o tom da música, virando uma página, refrescando o público, havia felicidade neste concerto, pairava nas músicas, era só esticar a mão, neste caso, deixar-se desmanchar no apelo do som… E de tal forma esta essência foi mantida ao longo das músicas, que se pode considerar que o concerto foi apenas uma, e não várias.
    Mas no fundo, quem lá esteve sabe que foi mais do que isso, foi mais do que duas canções totalmente novas, mais do que um solo festivo de trombone, mais do que um Dylan very good looking, mais do que uma baqueta perdida a meio da musica e um riso atrapalhado da Adrienne, mais do que as piadas e o copo de cerveja, o publico sabe que foi mais do que tudo, e eu sei que o sabe porque no final, foi de pé que Earth foram aplaudidos.

    “Amo Earth, amo musica.”

    Obrigado Earth, Obrigado Amplificasom e Obrigado também a todos os outros que tornaram isto possível.

    (já agora, Lisboa, acharam isto muito caro hem? Sim concordo, não trocava esta experiência por mais que fossem os € oferecidos : ) continuem assim, vão longe.)”

  16. danix

    Amigo a pedra foi em bruto!!!

    Abraço & Siga a Festa!!!

  17. Crestfall

    Minimal, bela review :)
    “os CDs são uma fraude, a música empacotada em qualquer objecto legível por leitores de som é algo desprezível, sim, horroroso. Bastou aquele instante para perceber que todas as audições que fiz do The Bees Made Honey In The Lion’s Skull não passaram de mentiras, deliciosas mentiras…” eheheh

  18. Crestfall

    >É verdade, o bacalhau!! Com a cena de sair mais cedo do restaurante depois nem me lembrei de lhes perguntar se estavam a gostar/tinham gostado :-\

  19. Mountain Goat Productions

    O concerto foi brutal e não há dúvidas! No entanto gostei mais do concerto da casa música em 2006.
    Parabéns a todos que estiveram envolvidos na organização do mesmo e espero voltar a ver Earth em Portugal, de preferência que não volte a ser daqui a 2 anos :P

    Crestall gostava de falar contigo, se poderes adiciona me ao msn ou manda email

    alex . luis arroba live ponto com

    obrigado

  20. ::Andre::

    Gostaste mais dos Earth como primeira parte? Sério?

  21. Mountain Goat Productions

    é verdade, gostei mesmo! Nao quero dizer assim que não gostei agora, pelo contrário. Embora tenham aberto para sunn o))) na casa da musica, tocaram praticamente o HEX todo, o set durou aproximadamente uma hora.
    Claro que soube a pouco, mas sabe sempre :P

  22. Arnaldo

    boa malha
    mais uma vez tive pena de perder a vossa cooperação! bons concertos, sem dúvida! :)

  23. amebix

    Até agora foi o concerto do ano,daqui a 20 dias vou ver outro dos rapazes.
    As 2 músicas novas foram do caralho e a do trombone também.
    Grandes.