Ontem…

Porreirinha a noite que Bexar Bexar e Azevedo Silva proporcionaram às cerca de 30 pessoas presentes. Já todos sabemos que projectos desconhecidos + dias da semana = pouca afluência mesmo que seja entrada livre e no centro do Porto que foi o caso. No dia anterior estiveram cerca de 80 pessoas em Coimbra e a entrada era paga, realce-se e lamente-se a diferença.
A noite começou com Azevedo Silva. Apesar das várias visitas à Invicta tal como o próprio referiu, foi a primeira vez que tive a oportunidade de o ver ao vivo. Gostei!! Gostei das canções, do ambiente intimista que ele cria, da simpatia.. Seria giro ver algumas canções com banda, fica aqui a proposta. Para quem não conhece, visitem a página da Lástima e descarreguem o álbum. Aproveito para avisar que no próximo sábado tocará na Fábrica de Som.


Pareceu-me que Bexar Bexar tocou para menos pessoas mas há que dizer que é um estilo de música que não é para todos. Para mim é e foram uns minutos bastante relaxantes. Confesso que gostava de o ver a explorar mais a guitarra e menos a sua “maquinaria”, quando o fazia sabia mesmo bem. Mas isto não é uma critica, apenas gosto pessoal.

Noite agradável na Casa Viva, espaço interessante na renovada Marquês de Pombal. A sala de concertos também ajuda a criar o tal ambiente intimista: luz das velas, almofadas, três enormes janelas com vista para a praça… bonito espaço a visitar brevemente.
Boa sorte Luís, Brian e David. Vemo-nos em breve…

Ps: Desculpem-me a qualidade das fotos.

Comentários

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  1. Crestfall

    Porra, que diferença de povo, mesmo sendo de borla. A malta do norte não tem apetite para a descoberta musical.
    Gostei das fotos :-)

  2. ::Andre::

    Pois não, ninguém se mexe :(
    Esqueci-me do flash em casa.

  3. Pedro

    Esse espaço parece ser porreiro! Tenho que lá ir quando houver algum concerto interessante. Curti as fotos, muito TRVE!

  4. Saturnia

    Diferença como assim?
    Estive para ir mas não gosto muito e não é por ser de borla que ia gostar mais =)
    Mas é verdade que não há muita vontade (falo no geral) para a descoberta musical o que é bastante triste.
    O Casa Viva é um sitio exemplar.

  5. ::Andre::

    Claro que não, também não vou a concertos que não gosto. Eu refiro-me é à tal falta de apetite de descoberta que o Crest mencionou. Quando é hype aparece meio mundo e até saiem a meio, quando não é ficamos pelas 30 a 40 pessoas e pronto. É triste, tendo esta cidade tantos habitantes e havendo tanta gente a fazer algo… sou daqueles que sonha que um dia o Porto aparecerá no mapa…

  6. Saturnia

    Exacto.. mas na minha opinião não existe uma “cultura” musical se é que
    podemos usar esta expressão. É triste acontecer tudo em Lisboa mas alegro.me quando aparecerem por cá algumas bandas (algumas agora trazidas por vós)e ver que existem pessoas que realmente gostam daquilo e algumas apenas vão “porque é fixe”
    ou porque até dá para fazer “mosh” quando na realidade deviam era ter ficado em casa. Não gosto de “hypes” e isso é bem visível agora com bandas que por aí andam tipo men eater (não quero ferir susceptibilidades e foi o que se viu no concerto deles com Pelican).
    Temos uma casa da Música a ganhar pó porque concertos como Earth, Cult of Luna deviam fazer parte do menu da casa e não somente a dita música “erudita”.

  7. Crestfall

    Eu não vejo hype com Men Eater, mas se o houver até é merecido :-P
    A CdM é uma tristeza, aquela sala 2 podia ser tão bem aproveitada se os gajos soubessem fazer as coisas.

  8. Saturnia

    Podes crer. Eu vejo um certo “hypezinho” mas também é me indiferente =) vês a quantidade de pessoas que foram para ver os Men Eater e a quantidade que foi para ver Pelican… poucos mas bons ehhehe
    Na minha opinião os Men Eater tem uma boa produção e ficam-se por aí… ao vivo deixam muito a desejar.
    E sinceramente, não traz nada de novo. just my opinion…

  9. ::Andre::

    Não procuro bandas que trazem “algo de novo”, apenas bandas que trazem algo de bom. Pode haver um hypezinho mas é merecido e é bom sinal ;)
    Em relação aos concertos, à medida que forem crescendo vão melhorando.