Os GY!BE renovaram a fé dos crentes na sua música que continua a não ter paralelo

Paulo Pimenta

Há um padrão de baixo, repetitivo, a encher a sala maior do Hard Club. Fora dela, uma fila de pessoas que aguardam, com não disfarçado nervosismo, que as portas se abram. Passam-se alguns minutos até que a sala se enche totalmente. Ao baixo insistente, juntam-se remoinhos de cordas, duas baterias a cavalgar a muralha, guitarras num estrépito: eis os Godspeed You! Black Emperor (GY!BE) em Portugal, nove anos depois da última passagem.

Os canadianos encerraram o festival Amplifest, que, entre sexta-feira e domingo, levou ao Porto nomes relevantes do rock aventureiro actual. No domingo, os Oxbow, reduzidos a um duo, mostraram como os blues são a raiz da sua música – e Eugene Robinson, apaixonante performer, revelou-se um bluesman de porte atlético, perturbante. No sábado, os Six Organs of Admittance exibiram em palco a transformação em combo rock processada no último álbum, Ascent.

Contina aqui: Ípsilon (Público)

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