Os Heróis e o Método: Há uma revolta a acontecer…

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As primeiras heroínas da semana a merecerem destaque são Maria Alyokhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova – não por serem bonitas e pertencerem ao grupo Pussy Riot, mas por fazerem parte de um movimento de protesto contra o regime de tirania orquestrado pelo senhor Putin. É certo que outras vozes já se tentaram insurgir e de uma forma ou de outra acabaram manipuladas, de qualquer forma o importante é não pararem. Mais informação podem ler no artigo que foi capa no jornal alemão Spiegel.

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No campo das leituras, destaque ainda para o artigo “Playing the Future: Improvisation and Nomadic Utopia”, de David Bell que reflecte sobre a representação da música improvisada como “criadora” de um espaço utópico. Ler

 

No que diz respeito à música, esta semana rodaram:

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Sly and The Family Stone – Stand! (1969, Epic)
Para além de ser um clássico de Soul/Funk, mostra ser um trabalho de uma riqueza instrumental ímpar, sem para isso abdicar do groove e balanço (a secção rítmica bateria/baixo é demolidora). A forma enérgica e “rockeira” com que é tocado mostra coesão com os arranjos orquestrais, deixando a janela aberta para alguns solos mais longos. Nos finais da década de sessenta foi um sucesso de vendas e elementos deste disco acabaram por ser reverenciados por artistas como as Supremes, os Jackson 5, Hendrix ou Miles. Isto para não falar na enorme lista de artistas de Hip Hop e R&B que samplaram e “riscaram” esta rodela até à exaustão.

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Bosse-De-Nage – II (2011, Flenser Records)
Pesado e ambiental, este disco mostra-se em ritmos lentos e acordes de guitarra da escola Pós-metal, para quase sempre se atirar no abismo do Black Metal, em incessantes ataques rítmicos (a bateria dispara para todo o lado). A queda é num inferno de vozes desesperantes e guitarras que mesmo tocando rápido, vão mudando de melodia (acordes) de forma lenta criando ambientes negros (neste aspecto lembram por exemplo os Drudkh ou Deathspell Omega). O emergir à superfície é feito no mesmo quebrar e balanço dos ritmos circulares e guitarras melódicas à Neurosis, sendo que este não se mantém por muito tempo…

Ainda em destaque o podcast mensal da Hartzine, com os destaques de Julho dados a grupos como  Ariel Pink’s Haunted Graffiti, Oneohtrix Point Never ou Clams Casino entre outros. Ouvir

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