Os Heróis e o Método: Os heróis que rodaram esta semana…


Gareth Davis & Machinefabriek – Grower (2011)

 Este é um dos melhores discos de drone que ouvi nos últimos tempos. O clarinete de Gareth Davis serve de pêndulo neste trabalho, vagueando entre a harmonia e a tensão. Na base temos  os sons maquinais de Machinefabriek numa simbiose que se vai solidificando calmamente. Transcendente.

 


Tom Zé – Tom Zé (1970)

Não é propiamente um disco “extremo”, mas suficientemente rico e ambicioso para o declarar como clássico. O ritmo da Bossa, o uso rico da palavra e a vontade de incluir diversidade de sons num claro contributo para o movimento Tropicalismo.

 


Will Thomas Long – Sequoia (2010)

 Este trabalho consiste apenas num único tema com cerca de 22 minutos onde somos convidados a experienciar o hipnotismo em formato drone de Will Long. Modulações de frequências, mantendo-se num registo grave, retendo-as de atingirem o feedback. Sente-se a exorcismo do silêncio, pois este disco foi gravado em memória da sua mulher que morreu aos 26 anos. Ambos atuavam sob o nome Celer… Disco disponível para download. Inquietude.


Bardo Pond – Vol. 7 (2009)

Os Bardo Pond devem seguir um culto qualquer que os faz manterem-se no mesmo registo criativo ano após ano. Rock pesado e experimental, longos temas suportados por sucessão de riffs, efeitos psicadélicos, ritmos lentos que batem numa espécie de mantra. Engraçado como estes tipos editam música deste calibre em edições de autor (CD-R).

 


PJ Harvey – Let England Shake (2011)

Impossível não sorrir ao ouvir este disco – por acompanhar a carreira da Pj Harvey desde o início, por esta ter amadurecido como compositora e por continuar a reinventar-se de uma forma magnífica.

Comentários

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  1. André

    Fiquei curioso quanto à primeira sugestão. Conheço bem Machinefabriek, mas não sou um grande fã de clarinete. E acho que vou pegar nesse Tom Zé para aquecer a tarde.

  2. Pedro Nunes

    No primeiro caso o clarinete sofre uma abordagem completamente diferente já que o som é moldado pelo drone… Em certos momentos parece que estás a ouvir uma meditação num templo qualquer do que propriamente influências jazz ou outras…

    Gosto de algumas coisas de Machinefabriek, o meu preferido é o Dauw.

    Tom Zé se quiseres começar por um dos melhores tens o: “Estudando o Samba”.

    Os finais da década de 60 e inícios da de setenta tem coisas maravilhosas vindas do Brasil.