Os Novos Clássicos – 2ª Parte

Jóhann Jóhannsson
Islândes (mais um) que dá cartas em música clássica e electrónica magistral, é um dos responsáveis pela tag post-classsical ou neo-classical com o trabalho de estreia Englabörn de 2002 e voltou em força em 2009 com o novo trabalho “And In The Endless Pause There Came The Sound Of Bees” uma banda sonora para a curta metragem Varmints.

Hauschka
Compositor que vive em Düsseldorf, Volker Bertelmann tem a particularidade de colocar objectos estranhos por entre as cordas do piano originado peças que mais parecem vindas de um piano defeitoso. Foge das convenções, e criou assim um estilo muito peculiar e aos meus ouvidos original. Começem com o CD ferndorf.

Em 2010 lançou um CDR-EP de edição reduzida a 300 exemplares – Small Pieces, de onde destaco a faixa unknown onde viaja uma voz feminina que remete para radiohead. Candidato a loop eterno até ao próximo trabalho.

Max Richter
Porventura o nome mais conhecido e divulgado desta vaga de compositores, e por isso dispensa palavras adicionais. Max Richter consegue transformar o simples no extremamente belo. Esta que deixo é a minha preferida, e pouco tenho mais a dizer além de ser a música mais perfeita que conheço.

Rachel Grimes
Rachel pertence a uma das minhas bandas favoritas da actualidade (Rachel’s) e este álbum a solo, baseado apenas em composições para piano, torna-a numa referência obrigatória neste post. Dispensa palavras, necessita de headphones.

Tiago Sousa
É Português, e tem um futuro promissor no panorama de música nacional. É fã de Satie e Debussy sem complexos e transporta ainda para esta música a viola acústica que o acompanhou no trabalho anterior. Fundamental.

Peter Broderick + Machinefabriek
Está é a dupla e faixa do ano de 2009. Sozinhos prefiro Machinefabriek, juntos fazem algo novo – aquelas misturas que resultam em algo único, sem se saber bem o porquê.

Nils Frahm
Até o Thom Yorke o recomendou numa entrevista. O CD The Bells é também incontornável. Apesar de bastante mais convencional quando comparado com tudo o resto que mostrei, vale a pena ouvir.

Comentários

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  1. Hélder Costa

    O the bells do Nils Frahm é mto bom, roidou muito po aqui quando saiu; o Peter Broderick tem 2 dos melhores albuns editados nos ultimos anos, um folk e outro instrumental; o álbum do Tiago Sousa é do melhor que se faz em Portugal, aconselho a compra do vinil, o artwork é lindo;
    o Max Richter é um dos mestres nestas sonoridades.

    Mas há mais, Sylvain Chauveau, Dustin O'Halloran, outro mestre é o Harold Budd

    Bom post Adriano :)

  2. Adriano

    Hey!

    Sylvain Chauveau tava para colocar o novo trabalho que é mais David Sylvian, por isso fica para outro :D

    Não conheço Harold Budd, vou investigar!
    a,

  3. Luís

    Post excelente! Parabéns meu!! Não só pela qualidade dos músicos, pela descrição qb e pelas musicas escolhidas, muito bom mesmo!
    Continua com mais!