Para mais tarde recordar…o quê?

Ainda voltando a Vagos, impressionante a quantidade de telemóveis e máquinas fotográficas no ar. Quem diz Vagos diz outro concerto qualquer, é uma das pragas da modernidade, do excesso de oferta, do consumo rápido e fácil. Desde que não me incomodem, eu nada tenho contra quem passa os concertos a filmar ou a fotografar. Podem ser coleccionadores, pode até ser um hobbie. Só me faz alguma comichão e até dou um exemplo recente que vivi nas férias: assim que cheguei a Chichén Itzá e à pirâmide de Kukulcán – um templo secular, lindíssimo e cheio de história – a primeira reacção dos turistas foi pegar nas suas máquinas/ telemóveis. Não entendo.. E que tal viver o momento apreciando a paisagem, as pessoas, as cores, os cheiros? Tantas fotos para mais tarde recordarem o quê? Aquilo que não se viu e sentiu?

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