Piano Solo’11

Há bandas/ músicos que, com o passar dos anos, aperfeiçoam a sua arte. Noutros casos, em vez desse aperfeiçoamento há uma personalização. Conseguem ver a diferença? Alexander von Schlippenbach encaixa-se, para mim, na última categoria.

Sábado passado no Maria Matos, sem que precise de provar o que quer que seja, as quatro peças que tocou foram o reflexo de uma carreira de topo. Obviamente que até os mestres devem algo a alguém e Schlippenbach nunca escondeu a sua obsessão por Monk, mas até mesmo quando o interpreta há que lhe dar o mérito pelo progresso quase ilógico das peças como um produto da sua própria sensibilidade.

Para mim, o tempo parou. Enquanto expunha o seu vocabulário e alma (ao contrário de Andrew Poppy que tocou a seguir) e inquieto dentro dos seus limites, o tempo parou tornando a escuta tão fascinante e envolvente.

Nada mais tenho a dizer, via-o já amanhã novamente.

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