Prazeres desconhecidos

As reuniões de bandas fazem-me alguma comichão. Compreendo-as, admiro-as mais quando os elementos são honestos com os fãs e assumem os seus motivos, e por vezes são oportunidades únicas para apaixonados como nós mas desafortunados sem máquinas do tempo. Lembro-me dos Pixies em Coura ou recentemente os Godflesh em Birmingham. Duas belas e marcantes noites. Para sempre as recordarei. E o que não dávamos nós para uma simples viagem ao passado para preenchermos aquela lacuna de viver uma das favoritas ao vivo? Hendrix! Black Sabbath! The Smiths! Jeff Buckley! Khanate! Mencionei clichés, confesso, mas sorrir-me-iam os olhos. Já por outro lado, não escondo um certo desconforto quando vejo uns Kyuss a reunirem-se sem todos os seus elementos. Estarei a ser demasiado romântico? Se vou celebrar a sua música quero que um membro como o Homme esteja em palco e, como é óbvio, a vontade dele ou o que não permitiu que tal venha acontecer pouco importa neste desabafo. Enfim, mais tarde descobrirei. Amanhã, Peter Hook no Clubbing a tocar o “Unknown Pleasures”. Não sei o que vou sentir ou até se me vou importar. Os Joy Division foram, são e serão uma banda cujas eternas canções recupero com frequência. Mas qual o sentido de as ouvir ao vivo sem ser através de Ian Curtis? Não sei, talvez saiba depois de amanhã, mas vou. Vou porque no mesmo evento haverá Massimo Pupillo e FM Einheit e um dos prazeres desconhecidos até há poucos dias atrás: o EVOL/VE.

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