Product placement

Sempre que vejo uma marca/ logo num filme/ série fico a pensar se será negócio – Product Placement – ou livre vontade do realizador/ argumentista. O Homem que sabia demasiado explora o tema neste tópico mas continuo confuso com o que/ não engloba.

Será que todos os produtos que vemos nos filmes ou séries fazem parte do Product Placement? Terá a Apple pago para que Dexter passe a vida a navegar num Macbook Pro? Sofia Coppola terá optado rodar Lost in Translation em Tóquio por causa do whisky Suntory? Terá a Continental Airlines pago para que Jack e companhia tenham sofrido o acidente num dos aviões da sua frota? Neste caso, não seria prejudicial à marca ou apesar da explosão mais famosa dos últimos tempos os americanos querem mesmo viajar na companhia área dos seus ídolos de Lost? E a Lucky Strike a Don Draper? E cada vez que alguém pede ou bebe uma Coca Cola/ atende uma chamada no seu iPhone? Acredito que sim…

Mas terão os condóminos da Torres Blancas (Madrid) pago a Jarmusch para que o Lone Man passasse os seus dias lá? Seria uma boa campanha imobiliária, mas não creio. E terá a Too Pure pago para que as extintas Electrelane fossem mencionadas no recente Io Sono L’Amore? Qual seria o objectivo? Não creio, nem mesmo quando vejo a personagem de Seth Rogen a usar uma tshirt dos Sonic Youth no “Virgem aos 40 anos”. E no maravilhoso Alta Fidelidade, por exemplo, seria impossível não acreditar na genuinidade do texto e achar que todas as referências musicais seriam product placements.

Presumir que cada pormenor seja premeditado e negociado é demais para mim, a vontade artística de quem os realiza e produz também tem que contar. Que vos parece?

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