Rapidinhas

Carusella – Carusella [sr 2008]
Cruzamento israelita entre o garage e o noise. O primeiro tema do duo – Sally – tem a melodia e a voz mais sexys que ouvi nos últimos temos. Para debut está perfeito, vou continuar atento.
Cleric – Regressions [Web of Mimicry 2010]
Gajo que tem banda não vai a um concerto sem um par de demos para oferecer, a vida pode finalmente mudar. Ok, ligeiramente. Ainda poucos conhecem os Cleric, mas graças a Trey Spruance dos SC3 e à sua Web of Mimicry, eles deram finalmente o salto. Regressions é o álbum mais díficil que ouvi este ano. Tem doom, grindcore, noise… Mas assim que lhe damos o tempo e a atenção que merece é mesmo recompensador. Muito dinâmico e viciante!!
Diabo Na Cruz – Virou! [Flor Caveira 2009]
Apesar de por aqui não ser disco para ouvir muitas vezes, quero destacar o trabalho interessante e honesto deste projecto que nunca esconde as suas heranças e raízes. Já a editora – Flor Caveira – pode vir a ser marcante na música portuguesa. A confirmar.
Melvins & Isis – Melvins and Isis Split [Hydra Head 2010]
Os Melvins são a maior banda não mainstream do mundo. E são-no por serem demasiados bons. Qualquer tema é praticamente digno de vénia – mesmo que neste caso ambos sejam versões de originais do novo álbum – e a malta está tão habituada que “olha mais um grande disco dos Melvins, que tens aí para ouvir?”. Quanto aos dois temas dos Isis, já os comentei por aqui. Se Way Through Woven Branches é quase que um resumo dos últimos anos da banda, já The Pliable Foe é o tema mais adocicado da sua carreira e que reflecte uma banda em final de carreira.
Orthodox – Matse Avatar 7′ [Doomentia 2010]
Já não há muitas bandas assim que me deixam sem saber o que vou ouvir quando faço play pela primeira vez. Gran Poder, Amanecer e recentemente Sentencia são discos diferentes e obrigatórios e este 7’’ só vem reconfirmar toda a genialidade que abunda neste trio sevilhano. Falar do seu som é perder tempo, é preciso é ouvir.
VA – Saigon Rock & Soul; Vietnamese Classic Tracks 1968-1974 [Sublime Frequencies 2010]
Estas compilações nunca me deixam completamente satisfeito, é um facto, mas adoro-as por me fazerem viajar geográfica e cronologicamente a determinada época ou lugar. O grande problema neste caso é que em todos os temas se sentem as influências americanas e se pensarmos que os States estiveram no Vietname de ‘59 a ’75 então compreendemos o porquê dos lugares comuns.
Zoroaster – Matador [E1 Music 2010]
Potente e ambicioso, a mudança para a E1 Music parece trazer a consolidação das bandas nos seus respectivos territórios (tou a pensar também nos High on Fire). Se compararmos com os anteriores, Matador é mais ponta de lança, usa o pouco tempo que tem para concretizar o seu objectivo. É mais “canção”, é o melhor duma banda que já fazia o melhor. Está a ser um dos álbuns do Verão, especialmente à noite e ao volante. O primeiro tema então…

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