Rapidinhas

Antony-Fennesz – Returnal 7” [Mego 2010]
Segunda tentativa para ver se os Oneohtrix-novas-estrelas-da-Mego-Point-Never batem. Não está fácil, o álbum deles tem-me parecido desinteressante, mas a ajuda de Antony e Fennesz, ao darem voz e maquinaria nos seus respectivos temas, está a revelar-se convincente.
Boris & Ian Astbury – BXI EP [Southern Lord 2010]
Os Boris são uma banda ecleticamente fascinante, não há como não gostar. Ele é drones de uma hora, punkalhadas, psicadelismos, pseudo disco… Chegou a vez de, juntamente com o líder dos The Cult aka novo Jim Morrisson, darem numa de hard rock de estádio com direito a cover da própria banda de Astbury mas com Wata na voz. Resumindo, quatro temas bem porreiros que provam que nisto da música não há colaborações impossíveis.
Dead Fader – Corrupt My Examiner [3by3 2010]
Brokebeats pós-industrial e electrónica anoisada para fãs da cena “West London” até ao Mr. Oizo passando por umas pitadas de Ben Frost. Estranho? JKB dá-me razão: “It’s playful but sick. Like a puppy with extremely sharp teeth”.
Factory Floor – Lying/ A Wooden Box 10’’ [Blast First Petite 2010]
Pós-punk britânico apadrinhados por Stephen Morris (Joy Division/ New Order). Mas não, não é mais uma banda chatinha. Aqui ouve-se art-rock que chega a roçar o techno hipnótico minimalista e ao mesmo tempo é reminiscente de Glenn Branca e os fãs de Liars vão gostar. Fodido, não? Banda a ter debaixo de olhos. Meus e teus.
Full Blast – Black Hole [Atavistic 2009]
O free jazz é um estilo selvagem, quer-se selvagem, que se expresse livremente. Peter Brötzmann é o reflexo disso mesmo. Já não deve saber quantos discos editou/ participou, mas nunca cansa e este projecto/ mutação, no qual é acompanhado pelos brilhantemente rápidos e precisos Marino Pliakas and Michael Wertmüller, arrisca-se a ser um dos seus mais marcantes. E excitantes, isto excita! Dedico o primeiro tema a todos os metaleiros que usam óculos de Penafiel.

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