Regionalização

Esta semana tomei conhecimento dum novo movimento, algo que me fez voltar a pensar na Regionalização. O Movimento pró-Partido do Norte foi fundado a 29 de Maio (de toda a imprensa que existe, parece que só o I e o Público o noticiaram) e tem como “primeiro grande objectivo a Regionalização, como meio de combater o empobrecimento e a desertificação do território, resultantes das políticas de concentração dos recursos nacionais na região de Lisboa. É composto por gente dos mais variados quadrantes políticos, eleitores da esquerda à direita, preocupados com a decadência daquela que, apesar de tudo, ainda é a principal região exportadora do país. Defende a regionalização a custo zero – através do aproveitamento das actuais estruturas das comissões de coordenação regionais, da eliminação dos cargos dos governadores civis e da reorganização administrativa do território, entre outros. O MPN não tem quaisquer propósitos separatistas, pelo contrário sustenta que Portugal não se levantará enquanto o Norte for encarado pelo poder centralista como uma parte exterior ao todo nacional.”

Primeiro: este não é um post bairrista, coisa que sempre odiei ver nas gentes da minha cidade sobretudo por causa do futebol; segundo: este não é mesmo um post bairrista, muito menos vindo de mim que adoro cada canto do nosso país. Mas não estaremos nós portuenses e nortenhos cansados de tanta centralização onde até a merda duma corrida de aviões serve para guerrinhas? E isso não é grave. Grave é a falta de investimento, a única coisa nova que tivemos nos últimos anos foram aqueles portais dignos dum episódio de Stargate espalhados pelas SCUTs. Ah, e uma ou outra auto-estrada no interior. Posso estar a ser preguiçoso, mas não me recordo de mais nada. Quando se fala em investimentos, fala-se sim em aeroportos megalómanos e comboios rápidos que vão ligar, não Portugal, mas sim Lisboa à Europa (e até aqui o interior centro-sul foi ignorado). Há vantagens, como é óbvio, mas não é esse o objectivo destes parágrafos.

Pergunto-me se não estaria na hora de regionalizarmos o país, pergunto-me se não estaria aí a chave para o desenvolvimento. Precisamos de trazer as decisões para a nossa beira para protegermos e criarmos novas riquezas. Não se trata de competição com ninguém, apenas ter os (mesmos) meios para progredir. Não se trata de orgulho, apenas evolução. Espanha? Alemanha? Não vejo ninguém insatisfeito, pelo contrário.

http://pelonorte.blogspot.com/

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