Religião, Ciência e a queda de Alexandria

É pena que assim o seja, sempre “versus”. Reconheço que possam ter havido, ou que hajam, pessoas de grande crença e espiritualidade que trabalhem para a ciência. Mas, à semelhança de o que aconteceu em Alexandria, as grandes massas nada sabem disso. As grandes massas, em nome da religião, ainda destroem simbolos culturais, renegam factos científicos e são completamente aversas ao progresso e à mudança.

“Alexandria era a maior cidade que o mundo ocidental já conhecera. Pessoas de todas as nações iam até lá para viver, fazer comércio, estudar; todos os dias chegavam aos seus portos mercadores, professores e alunos, turistas. Era uma cidade em que os gregos, egípcios, árabes, sírios, hebreus, persas, núbios, fenícios, italianos, gauleses e iberos trocavam mercadorias e ideias. Foi provavelmente aí que a palavra “cosmopolita” atingiu o seu mais verdadeiro sentido — cidadão, não apenas de uma nação, mas do cosmos. (A palavra “cosmopolita” foi inventada por Diógenes, o filósofo racionalista crítico de Platão (…) Estavam certamente aqui as raízes do mundo moderno. Que foi que os impediu de crescer e florescer? Por que razão o ocidente adormeceu para só acordar um milhar de anos depois, quando Colombo, Copérnico e os seus contemporâneos redescobriram o mundo criado em Alexandria?”
Carl Sagan, in Cosmos

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