Roma é amor

É o que dizem, mas neste caso a cidade só interessa por ter sido palco de um concerto absurdamente perfeito. 22 de Dezembro de 2008 é a data, Casa Del Jazz o local. Peter Brötzmann no Tenor e a caminhar para os 70 anos numa forma incrível; Massimo Pupillo, mais conhecido pelos seus riffs nos Zu e talvez inspirado pelos ares da sua terra, no seu melhor trabalho de sempre; e Nilssen-Love que com as baquetas na mão é sempre um reflexo de quem tem à sua frente, ou seja, neste caso perfeito (não é por acaso que em meia dúzia de linhas repito este adjectivo). O álbum está dividido em três temas e nisto da música pouco gosto de descrições, há uma necessidade de se sentir o que se ouve e ponto. É isso que sugiro, descubram este disco a tempo de irem para os vossos tops. Aliás, faço-vos uma promessa: faltam umas trezentas e tal horas para o final do ano e os vossos melhores trinta e três minutos e dezassete segundos de 2010 serão aqueles em que o primeiro tema deste disco estiver a rodar. Tenho dito.

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