Santos e pecadores

Barry Guy & Mats Gustafsson – Sinners, Rather than Saints [NoBusiness 2009]

Se existisse o tal céu e inferno que nos enfiam na cabeça desde pequenos, para qual “trabalhariam” vocês? Para a pacatez e sossego do anfiteatro de nosso senhor ou no calor do amigalhaço vermelho? Este álbum é tão cheio de contrastes que não poderia ter sido gravado nem num lado nem noutro, talvez na fila de espera enquanto S. Pedro não os atendia. Barry Guy – que no ano passado passou por cá com Evan Parker – é um contrabaixista riquíssimo criativamente mas com uma escola clássica, já Mats Gustafsson (sax) – que tocou cá na semana passada no Tentet do Brotz – é mais roque, mais explosão e pulmão. Essa fusão de escolas, estilos e até gerações deu origem a um disco rigoroso mas bonito tanto nos momentos duros como nos mais calmos. Obrigatório para quem gosta de improv e free europeu. Aliás, é pecado não o ouvir.

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  1. Dromos

    o barry guy é daqueles gajos que fazem musica brilhante a decadas e ninguem dá um chavo por eles.

    anyway,recentemente comprei 2 discos do barry guy bastante diferentes do sinners que acho que vale a pena ouvires.

    o some other place com o agusti fernandez, que continua a lançar discos superiores uns atras dos outros. saiu pela maya, que tem outros discos do barry com o mats..

    o outro é o schaffhausen concert & radio rondo
    com a iréne schweizer ao piano e a jazz composers orchestra de londres, pela inevitavel intakt. vale mt a pena ambos.