Sid and Nancy (1986), de Alex Cox

“Sid e Nancy” conta a história verídica de um relacionamento muito estranho, pateticamente infeliz e terrivelmente desastroso de dois indivíduos terrivelmente auto-destrutivos. Vagamente baseado no caso de amor volátil do baixista dos The Sex Pistols, Sid Vicious e a sua groupie americana, Nancy Spungen, o filme começa como qualquer outro romance de conto de fadas – o rapaz conhece a rapariga, as diferenças mantêm-nos separados, mas depressa eles se unem para viver felizes para sempre. Só que esta história começa com uma nota sombria e ficando progressivamente pior. A felicidade para sempre é pura fantasia, algo que em última análise só existe nas suas mentes. Mas, apesar de tudo isto, o amor e o compromisso com o outro é chocantemente genuíno e mais honesto do que o visto na maioria dos filmes de Hollywood.
Dirigido pelo realizador curiosamente não convencional, de muitas obras de culto, Alex Cox, o drama biográfico é um enfeite de bronze, cheio de imprecisões e feito principalmente a partir de conjecturas, mas isto faz parte da intenção de um argumento co-escrito por Cox, onde o foco deliberado é apenas sobre os personagens do título, e não sobre a história dos Sex Pistols, o vocalista Johnny Rotten ou o seu empresário Malcolm McLaren. Cox faz um óptimo trabalho ao manter Sid e Nancy como ponto focal em toda a história, enquanto que a música apenas parece surgir em torno deles, como a entrevista de Bill Grundy na TV e a performance da banda no rio Tamisa.
Deve ser dito, “Sid e Nancy” é um filme completamente escuro e obscuro sobre a curta vida de um ícone da música punk, preso numa espiral descendente, mas além disso, é um conto único e surpreendentemente comovente de um trágico romance. Ao longo o tempo, este drama biográfico de Alex Cox tornou-se um clássico de culto que capta o movimento punk-rock como poucos filmes o fizeram – antes e depois.

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